Conjuntura mundial de trigo eleva preços em mais de 25% nos últimos 60 dias.
Argentina, principal fornecedora de trigo para o Brasil, foi a mais favorecida pelo forte aumento da demanda na exportação.
Seca na Austrália, perda de produção na Rússia, problemas logísticos na França, clima desfavorável para a nova safra nos Estados Unidos, na Europa e na região do Mar Negro, e ainda uma maior demanda por parte dos países da Ásia são alguns dos fatores que estão provocando alta nos preços de trigo em nível mundial.
A Argentina, principal fornecedora de trigo para o Brasil, foi a mais favorecida pelo forte aumento da demanda na exportação pela competitividade no mercado internacional e pela rápida comercialização interna desta safra por parte do produtor local. Já foi comercializada 75% da safra recém colhida de 18,5 milhões de toneladas, restando assim um volume disponível mínimo que poderá ir para exportação.
Esse cenário gerou uma forte elevação nos preços do trigo argentino, da ordem de 26% nos últimos 60 dias, passando de US$ 190,00 por tonelada FOB para US$ 240,00.
O trigo nacional, por sua vez, vem acompanhando essa evolução dos preços internacionais, principalmente pela forte quebra de produção de 33% no Paraná, por problemas climáticos de seca e geadas.
Os preços do trigo no Paraná avançaram de R$ 850,00 por tonelada para R$ 1.000,00 (+18%), e no Rio Grande do Sul passaram de R$ 700,00 por tonelada para R$ 900,00 (+28%) em algumas semanas.
Pressão também de oferta em grandes mercados como São Paulo e Minas Gerais, que já tiveram toda a sua safra nacional comercializada.
Este período turbulento se estenderá, no mínimo, até a entrada da próxima safra em meados de setembro, se tudo correr bem.
Outro fator importante é a grande desvalorização do real frente ao dólar, que saltou de R$ 4,00 no início de novembro de 2019 para os atuais R$ 4,18 (+ 4,5%).
O cenário é de forte pressão de custos para os moinhos de trigo do Brasil, fato que inevitavelmente gerará um expressivo reajuste de preços das farinhas nas próximas semanas.
FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA.
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