Cepea: Indicador cotação açúcar, etanol e trigo

Açúcar/Cepea: Recuo comprador pressiona cotações no BR.

Os preços do açúcar cristal continuam em queda no mercado spot paulista. De 5 a 12 de dezembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, caiu 1,09%, fechando a segunda-feira, 12, a R$ 92,67/saca de 50 kg.

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Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nos preços internos, observada desde o início de novembro, tem sido reflexo do recuo de compradores e também do movimento das cotações internacionais do açúcar demerara. Mesmo com os valores externos registrando pequena recuperação na semana passada, o demerara é negociado na casa dos 19 centavos de dólar por libra-peso, sendo que chegou a alcançar 23 centavos no final de setembro.

Etanol/Cepea: Apesar da baixa liquidez, preços sobem em SP.

O ritmo de negócios do etanol hidratado seguiu lento entre 5 e 9 de dezembro. Segundo dados do Cepea, o volume negociado (estado de São Paulo) no período diminuiu 24% em relação à semana equivalente de 2015. Esse cenário se deve à menor demanda pelo hidratado, por conta da perda de competitividade do biocombustível frente à gasolina C.

Além disso, conforme colaboradores do Cepea, distribuidoras continuam trabalhando com estoques adquiridos anteriormente. Mesmo nesse contexto, os preços subiram na última semana, já que algumas usinas chegaram a vender o produto a valores maiores na terça e quarta. Entre 5 e 9 de dezembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado foi de R$ 1,8948/litro, alta de 3,6% em relação à semana anterior. Para o anidro, o aumento foi de 2,3%, com o Indicador a R$ 2,0670/l. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa do hidratado, posto Paulínia (SP), fechou a R$ 1.832,00/m3 (sem impostos) nessa segunda-feira, 12, aumento de 3,1% sobre a segunda anterior.

Trigo/Cepea: Entrega de trigo contratado reduz negócios no spot, mas valor está firme.

A comercialização de trigo em grão segue lenta no Brasil, mas as cotações estão firmes. No geral, compradores não têm demonstrado interesse em adquirir novos lotes, visto que estão recebendo o produto importado e/ou já contratado em semanas anteriores no mercado interno.

Com isso, muitos demandantes indicam já ter estoques suficientes para este ano. Por outro lado, parte dos triticultores necessita liberar espaço no armazém para a entrada da safra de verão e, por isso, vem disponibilizando o cereal no mercado spot. Já aqueles vendedores que estão capitalizados e sem necessidade de negociar devem aguardar a virada do ano para realizar novos negócios, na expectativa de preços maiores.

Fonte: Cepea/Esalq.

Equipe Agron

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