Cepea: Indicador cotação mandioca, milho e soja

Mandioca/Cepea: Menor disponibilidade eleva cotações.

A disponibilidade de mandioca de segundo ciclo vem diminuindo a cada semana em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Nos últimos dias, o volume de chuva abaixo do esperado na maioria das áreas reforçou a queda no ritmo de colheita, impulsionando as cotações mesmo com a fraca demanda. Diante da menor oferta, grande parte das empresas diminuiu o processamento, com algumas até mesmo interrompendo a moagem.

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Levantamento do Cepea aponta que 53% das fecularias estiveram paradas na última semana. A quantidade de mandioca processada no período recuou 28% frente ao período anterior. Os preços, que vinham em queda, subiram em parte das regiões. A média semanal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 437,28 (R$ 0,7604 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), alta de 0,8% em relação ao período anterior.

Milho/Cepea: Preço registra o menor patamar do ano.

As cotações do milho seguem em queda e já registram os menores patamares deste ano na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. A pressão ainda vem da expectativa de maiores importações, especialmente por parte de grandes empresas do Brasil, e do baixo ritmo das exportações, cenário que implicará em novos ajustes dos estoques de passagem da atual temporada.

A menor presença de compradores e o aumento na oferta, especialmente em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, também influenciaram as quedas nos valores. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar do cenário mais favorável aos demandantes, a comercialização está lenta, já que grandes compradores estão fora do mercado, recebendo o milho negociado antecipadamente e administrando seus estoques. Na região de Campinas (SP), compradores iniciaram a última semana mais ativos e pressionando as cotações, mas se retraíram no final do período. De 18 a 25 de novembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu fortes 6%, a R$ 36,64/saca de 60 kg, na sexta-feira, 25, o menor patamar do ano.

Soja/Cepea: Baixa oferta e chuvas limitadas impulsionam valores.

A oferta reduzida de soja no mercado interno somada aos aumentos nas cotações norte-americanas e ao início conturbado do cultivo na Argentina têm resultado em reações de preços no Brasil. Além disso, conforme colaboradores do Cepea, chuvas abaixo do esperado têm preocupado sojicultores do Sul, de São Paulo e de Mato Grosso do Sul quanto ao avanço do cultivo da safra 2016/17, já que o clima é um dos principais fatores que influenciam a disponibilidade de produto no mercado e, consequentemente, os preços.

Entre 18 e 25 de novembro, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), subiu 1,5%, fechando a R$ 79,91/saca de 60 kg na sexta-feira, 25. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, foi de R$ 77,13/saca 60 kg na sexta, aumento de 4,1%.

Fonte: Cepea/Esalq.

Equipe Agron

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