Preços, produção e analise do milho

Preços do milho devem permanecer em baixa até o fim de 2013.

 

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Os preços do milho pagos ao produtor no mercado interno caíram 29,2% entre dezembro de 2012 e julho deste ano, e as baixas cotações devem permanecer até o fim do ano, em razão do excedente do grão no ambiente interno. É o que mostra o boletim Custos e Preços, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

“A colheita da safrinha (2ª safra) ainda não atingiu 50% e o produto já está sobrando nas regiões produtoras”, afirma o levantamento. No mês de julho, especificamente, os preços do cereal tiveram recuo significativo, na comparação com junho.

 

Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 13,79, que representam queda de 15% em relação ao mês anterior. Comparada a julho de 2012, a redução foi ainda maior: 35,3%. Em Lucas do Rio Verde (MT), o preço no mês passado chegou a R$ 9,85, 13% inferior ao de junho. Em Londrina (PR) e Unaí (MG), as quedas mensais registradas foram de 11% e 4,7%, respectivamente.

 

O estudo também apontou redução expressiva nos preços da soja neste ano, se comparados a 2012. Em Sorriso (MT), a oleaginosa em julho foi vendida a R$ 55,45, recuo de 18,5% em relação a julho do ano passado. Em Londrina (MT), a queda observada no mês passado foi de 15,4% em relação a julho de 2012.

 

Na comparação com junho, os preços ficaram estáveis e foram mantidos pela valorização do dólar. Para a próxima safra, diz o boletim, a tendência é de aumento de 3,7% na área plantada. Algodão em alta – A cotação média do algodão em julho, no mercado interno, foi de R$ 70,48 a arroba, crescimento de 5% em relação ao mês de junho, e de 36% em comparação com julho/2012, quando a cotação estava em R$ 51,80 a arroba.

 

De acordo com o Boletim, “essa grande diferença entre a cotação atual e a registrada em 2012 deve permanecer neste segundo semestre de 2013, em especial em consequência da queda na produção interna e devido à alta nas cotações internacionais do grão, afetada também pela desvalorização cambial no Brasil”. O estudo também avaliou o cenário de outros produtos, como o boi gordo, feijão, arroz, café, cacau e leite.

 

Fonte: CNA.

Equipe Agron

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