Dia de falar dos prognósticos de produção em um importante país produtor e outro bloco importante país consumidor e fraco exportador do milho. Em foco hoje Argentina e União Europeia. Começando pela União Europeia, tivemos uma redução na estimativa de produção de milho em junho, comparada à projeção de março do COCERAL (última publicada).
Ainda que com aumento de 9 milhões de toneladas em relação ao ano passado. Principal argumento de redução comparado a março foi que o excesso de chuvas impediu a semeadura de toda a área prevista, com a alteração nos preços também influenciando este plantio. Espera-se agora colheita de 64,2 milhões de toneladas de milho na Europa, contra 64,3 milhões de toneladas em junho e 55 milhões de toneladas colhidas em 2012.
USDA projeta consumo europeu (nos 27 países do bloco) em 67 milhões de toneladas anuais. Na Argentina a última semana foi de projeções de colheita mantidas em relação a maio.
Com mais de 80% da área colhida, dados vão se tornando definitivos, porém bastante discrepantes entre si: Bolsa de Buenos Aires projeta colheita de 24,8 milhões de toneladas; Bolsa de Rosário projeta colheita de 24,5 milhões de toneladas; Governo argentino projeta colheita de 26,1 milhões de toneladas; USDA segue entre 26,5 e 27 milhões de toneladas.
Vamos nos configurando para um ano de maior uso do milho para alimentação animal, ou pelo menos para maior disputa de preços entre o trigo e o milho, algo negativo aos preços de ambos por conta das boas ofertas caracterizadas até então.
Fonte: AF News
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