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O Controle Da Cólica Através Do Manejo

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O problema mais perigoso e caro de se tratar, que ataca os equinos, é, sem dúvida, a cólica. Mas por que se trata de um perigo? O que pode ser feito para prevenir-la? As respostas para essa questões podem estar na compreensão de como o trato digestivo dos cavalos é constituído e como se dá o seu funcionamento. A incidência de cólica pode ser reduzida drasticamente pela simples modificação do manejo alimentar, complementando a habilidade que os cavalos tem em digerir e utilizar alimentos.

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A figura apresentada neste post mostra um diagrama do trato digestivo de um cavalo. Note que o estomago (A) é pequeno e simples, seguido por um longo e sinuoso intestino delgado (B). Esses dois órgãos são onde a maior parte das proteinas, gorduras, vitaminas e minerais contido nos alimentos são digeridos e absorvidos.

Depois do intestino delgado, existem dois orgãos bem grandes, o ceco (C) eo cólon (D). Conhecidos coletivamente como intestino grosso, são estruturas especializadas que os equinos desenvolveram para sobreviver com dietas ricas em fibras. O intestino grosso dos cavalos comporta entre 80 e 90 litros de líquido, e abriga bilhões de bactérias e protozoários que produzem as enzimas que degradam a fibra das plantas.

O trato digestivo do cavalo é projetado para um consumo contínuo de alimentos ricos em fibras. Os alimentos passam rapidamente através do estomago e intestino delgado antes de atingirem o intestino grosso, onde são fermentados pelos micro-organismos intestinais. Esse tipol de estrategia digestiva permite que o cavalo sobreviva com dietas de forragem de baixa qualidade. É um sistema ideal para processar o alimento no ambiente natural, uma vez que cavalos selvagens viviam em campos onde as forragens eram fartas, mas de baixa qualidade.

Entretanto, o trato digestivo dos equinos é mal projetado para refeições concentradas, formadas por grãos rico em amido que passam rapidamente pelo estomago e intestino delgado. Frequentemente, menos de 60% dos grãos são digeridos no intestino delgado.

O amido que escapa desta parte do trato digestivo é rapidamente fermentado, produzindo ácido lático por certas espécies de bactérias no intestino grosso. Esse ácido diminui o pH intestinal, causando a morte de outras bactérias intestinais que liberam certas toxinas e causam a cólica.

Algumas medidas simples de manejo podem reduzir drasticamente a incidência de cólica nos cavalos:

?Manter um bom programa de controle parasitário.

Parasitas intestinais são a maior causa de cólica em cavalos.

?Fornecer forragem em abundância.

Os cavalos tem um requerimento absoluto por fibras na dieta. É recomendado um consumo diário de no minimo 1 kg de forragem de boa qualidade por 100 kg de peso vivo. Quantidades livres de forragens vão reduzir imensamente a incidência de cólica na maioria dos cavalos.

?Aumentar a frequência da alimentação.

Quando houver necessidade de grandes consumos de rações concentradas, é preferível um maior numero de pequenas refeições. Nunca forneça mais do que 2,5 kg de grãos em uma única refeição.

?Usar fontes de energias alternativas.

Amido não é processado é o componente da ração mais provável de causar cólicas. Substitua parte do amido da dieta por outras fontes de energia como óleo vegetal.

?Fornecer culturas de leveduras vivas.

Pequenas quantidades de cultura de leveduras vivas na ração diária vão ajudar a estabilizar a fermentação no intestino grosso do cavalo, favorecendo uma digestão mais eficiente.

Lembre-se de que a cólica em cavalos é, na maioria das vezes, um problema provocado pelo próprio homem. Sua incidência pode ser reduzida significativamente com um manejo do regime alimentar que se assemelhe ao máximo à maneira com que o animal se alimenta na natureza. A manutenção de um ambiente estável para as bactérias no trato digestivo dos cavalos deve ser o principal objetivo de um manejo correto.

Texto produzido por: Steve Jackson PhD em nutrição equina, professor e ex-vice-presidente do Kentucky Equine Research, em Kentucky, EUA.

Cristina Crispa

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Cristina Crispa

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