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Volume total dos embarques de café tem recuperação

O país já recuperou este ano quase 3 milhões das 5,2 milhões de sacas que em 2012 exportou a menos que no ano anterior, de acordo com informações fornecidas por Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).

 

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Em todo o ano passado, o Brasil exportou 28,3 milhões de sacas de café (grão verde e industrializado), ante 33,5 milhões de sacas embarcadas em 2011.

 

Nos nove primeiros meses de 2013, o Brasil exportou 22,382 milhões de sacas, um aumento de 14% em relação às 19,634 milhões de sacas embarcadas de janeiro a setembro de 2012. O volume se aproxima dos registrados de 2009 a 2011 em igual intervalo. Mas, no período, a receita caiu 15,1%, para US$ 3,868 bilhões.

 

De janeiro a setembro, os embarques de café verde cresceram 15,6% na comparação, para 19,923 milhões de sacas, e os de café industrializado (torrado e moído e solúvel) aumentaram em 2,6%, para 2,459 milhões de sacas. No entanto, as exportações do café torrado e moído recuaram 45,1% no intervalo, para 17,212 mil sacas, enquanto as de café instantâneo subiram 3,3%, para 2,442 milhões de sacas, conforme os dados apresentados ontem pelo CeCafé.

 

Em setembro, as exportações totalizaram 2,563 milhões de sacas, um aumento de 13,3% em relação ao mesmo mês de 2012. Já a receita, na mesma comparação, caiu 18,5%, para US$ 381,553 milhões. O preço médio dos embarques brasileiros no mês passado ficou em US$ 148,86 por saca, queda de 28,1% sobre os US$ 206,97 de setembro de 2012.

 

No acumulado do ano-safra 2013/14 (julho a setembro deste ano), as vendas externas brasileiras do grão somaram 7,406 milhões de sacas, volume 6% superior que em igual intervalo da temporada anterior. A receita caiu 21,5%, para US$ 1,128 bilhão.

 

Com o desempenho atual, o CeCafé mantém a estimativa de exportações de 30 milhões a 31 milhões de sacas este ano, um incremento de cerca de 9% sobre 2012. A receita para 2013 é projetada em US$ 5,2 bilhões, 18% menor que em 2012 (US$ 6,4 bilhões).

 

De acordo com Braga, o comportamento das exportações de café tem se mantido dentro do esperado. E este é um bom momento para o Brasil, quando não há quase oferta de cafés arábicas da América Central. A região deverá entrar com mais força no mercado internacional a partir dos meses de novembro e dezembro, período de colheita na região.

 

O período é positivo para um maior giro de negócios com o café no país, com demanda mais regular, afirma Braga. “Está havendo um volume de negócios maior que um mês atrás”, diz.

 

Ainda conforme Braga, há inclusive uma expansão do consumo de café em mercados tradicionais, como Estados Unidos, Japão e Europa, apesar das restrições econômicas. Segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC), o consumo nesses mercados vem crescendo a taxa média anual de 1% desde 2009.

 

Fonte: Carine Ferreira, do Valor Economico.

Equipe Agron

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