Custo da tecnologia na produção de gado de corte vira investimento.
Na década de 50 a arroba do bezerro era valorizada em até 30% sobre a arroba do boi gordo. Mas o aumento do preço dos animais de reposição mudou o cenário. Hoje, a arroba do boi é desvalorizada em quase 20% em relação do preço da @ do bezerro e não se ganha mais dinheiro somente pela reposição. É por isso que a pecuária praticada atualmente é pautada cada vez por uso de tecnologias – felizmente de fácil acesso. Este foi o tema da palestra de Marcelo Manella, doutor em ciência animal pela USP, no Circuito Feicorte 2013 – Etapa de Ji-Paraná/RO.
Utilizando dados de consultorias, Manella explicou que não se deve mais perguntar o custo da tecnologia, mas sim qual o prejuízo que sua não utilização traz. Para exemplificar, valeu-se de dados de fazendas que não usam tecnologia alguma na nutrição e terminam animais a pasto com 42 meses; outras que utilizam sal mineral + ureia durante a seca; sal mineral mais proteico nas secas; sal mineral com proteico na seca e nas águas; e confinamento.
Nessa sequência, os animais variam o tempo de abate entre os 42 meses, 36, 30, 27 e até 24 meses. Já o faturamento vai de R$ 70 até mais de R$ 530 por hectare, dependendo do sistema de produção. “Ou você produz 7,4 vezes mais por hectare ou o frigorífico tem que pagar R$ 193 por arroba para que sua fazenda seja competitiva. Qual é o mais fácil?”, perguntou, de forma retórica, o palestrante.
O faturamento por hectare foi baseado em cálculos que colocassem a pecuária em condições semelhantes às da agricultura. Para competir com o avanço das lavouras sobre as áreas de criação de gado de corte, o pecuarista tem que produzir de 10 a até 35 @ / ano.
Integração
Embora tenha demonstrado números para que a pecuária possa competir com a agricultura em termos de lucro por unidade de área, Manella acredita que as atividades não excluam uma à outra. “Não acho que devemos dizer que a pecuária está perdendo hectares para a agricultura, mas sim ganhando. As lavouras fornecerão os grãos cada vez mais necessários para terminar mais animais em menos tempo e com maior peso”, raciocinou o médico veterinário.
Assim acontece na Fazenda Ribeirão Preto, propriedade do agropecuarista José Antônio Lopes Balau no município de Castanheiras, Rondônia, distante 70 km de Ji-Paraná. Embora não alimente o gado com os grãos produzidos na mesma fazenda, Balau utiliza a entressafra da agricultura para, depois de colher o milho plantado junto com capim, deixar crescer um pasto forte, “herdado” da agricultura. Evitando degradar o pasto, o pecuarista buscou parceria com um frigorífico, para o qual envia seus animais para confinamento terceirizado quando a seca exige.
Criador de gado de corte há 25 anos, José Antônio utiliza tecnologias em nutrição, genética e sanidade há pelo menos duas décadas. “Há 20 anos eu suplemento meu gado a pasto. Trabalho também com inseminação artificial e inseminação artificial por tempo fixo e acredito que a sanidade é essencial para o sucesso da pecuária. Infelizmente, quando comecei, não havia orientação, então o processo era mais lento. Ao menos o mercado permitia margens para erros”, pondera Balau.
Em sua avaliação, hoje seria impossível usar novas tecnologias na propriedade sem a presença de um técnico. Mesmo porque, hoje, o produtor rural não se limita apenas à pecuária. Há quatro safras, José Antônio fez o que classificou como “colocar uma fazenda dentro de outra” e integrou a pecuária com a agricultura. Na primeira safra, foram 27 hectares plantados com arroz de sequeiro. No segundo ano, passou a utilizar a safrinha para plantar milho e capim depois de colher arroz. Agora já tem 300 hectares dedicados ao plantio de arroz sequeiro, milho com capim e, pela primeira vez, plantará também soja.
A colheita de arroz já está rendendo 73 sacas por hectare e a adubação necessária para a agricultura possibilita a terminação dos animais aos 23 meses com 19 arrobas em pastos mais nutritivos. “O mercado não permite que você erre como permitia há 20 anos. Então Rondônia está de parabéns tendo em vista que, junto com outros estados, está usando tecnologia na suplementação, na genética e integrando pecuária com a lavoura”, orgulha-se José Antônio.
Fonte: Circuito Feicorte.
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