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Estimativas de desenvolvimento da Helicoverpa

Estimativas de desenvolvimento da Helicoverpa por necessidades térmicas serão apresentadas em workshop em Campinas.

 

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Os trabalhos de estimativas de desenvolvimento de fases imaturas de /Helicoverpa armigera/, por necessidades térmicas, para regiões de São Paulo com os maiores produtores estaduais de cultivos hospedeiros preferenciais do inseto e identificação de potenciais bioagentes exóticos de controle serão apresentados pela pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Maria Conceição Pessoa, no workshop “Ameaças Fitossanitárias” em Campinas, que discutirá a construção de uma política de combate à pragas exóticas, em 25 de setembro.

 

Pesquisadores do Laboratório de “Quarentena Costa Lima” (LQC)da Embrapa Meio Ambiente, estudam, desde abril, o potencial desenvolvimento da /Helicoverpa /em condições climáticas do Estado de São Paulo. O inseto, em abril, era constatado em três estados brasileiros. Atualmente, já está confirmado em mais de dez. É considerado praga exótica de importância econômica que demanda esforços de contenção, controle e pesquisa.

 

Além disso, também identificaram trabalhos desenvolvidos no exterior, em fase de aperfeiçoamento, necessários para conhecer melhor o comportamento e a dinâmica da praga no ambiente brasileiro e até oferecer futuras opções para ampliar a disponibilidade de alternativas para o controle do inseto, com menor impacto ambiental.

 

De acordo com a avaliação da equipe do LQC, as estratégias de manejo integrado de controle do inseto também devem estar fundamentadas em estudos prospectivos de estimativas das durações das fases imaturas de desenvolvimento de /H. armigera /em localidades brasileiras, considerando o período de safra do cultivo atacado. Além disso, é necessário determinar a provável quantidade de gerações da praga por ciclo das plantas hospedeiras preferenciais, bem como os períodos mais favoráveis à maior disponibilidade de ovos, lagartas, pupas (estas últimas enterradas no solo) e de mariposas (fase adulta), fundamentando a identificação da melhor estratégia de controle para cada fase de desenvolvimento do inseto.

 

A pesquisadora explica que os dados disponibilizados para acesso público por instituições de pesquisa e de assistência técnica do estado de São Paulo possibilitaram ao LQC ranquear os maiores produtores de milho, algodão, tomate, feijão e soja, como também identificar condições climáticas desses municípios.

 

Conforme os organizadores do evento, “serão apresentados os últimos avanços na pesquisa e manejo da /Helicoverpa armigera/ e serão discutidas as ações oficiais para prevenção de novas pragas. Essas ações incluem a fiscalização do trânsito, a implantação de sistemas de detecção precoce, o registro de agrotóxicos e o diagnóstico de espécies de pragas quarentenária.

 

Fonte: Embrapa Meio Ambiente.

Equipe Agron

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