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Protease exógena vira alternativa importante para dieta de suínos e aves

Enzima conta com uma combinação de proteases múltiplas que atuam de forma eficaz em diferentes pH’s, agindo, consequentemente, em toda a extensão do trato gastrointestinal.

Garantir uma nutrição de qualidade à produção animal tem sido um dos objetivos mais relevantes dentre os produtores. E uma das ferramentas mais eficazes para melhorar a dieta dos animais e a sua digestibilidade de proteínas tem sido a utilização da chamada protease exógena, uma enzima utilizada na nutrição animal.

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De acordo com a nutricionista animal da Quimtia Brasil, uma das principais indústrias especializadas no desenvolvimento e na fabricação de insumos direcionados para nutrição animal, Juliana Forgiarini, a protease exógena pode gerar benefícios específicos para aves e suínos, já que essas espécies têm sistemas digestivos sensíveis à eficácia da quebra das proteínas, principalmente nas fases iniciais de vida.

Segundo ela, dentre os benefícios reais e visíveis do uso de proteases assim como a Precizyon Pro 50 na produção estão, além da melhora da digestibilidade e do uso de matriz nutricional adequada a cada dieta, a melhora na saúde intestinal e do bem-estar animal e um maior aproveitamento de subprodutos, há ainda uma expectativa de redução de custos.

“Isso ocorre graças a otimização da proteína da dieta, permitindo uma diminuição nos gastos com a formulação, ao melhorar a eficiência da digestão das proteínas”, afirma Juliana.

Conforme a especialista, isso ocorre, pois, o produto conta com uma combinação de proteases múltiplas. “A combinação da protease fúngica (protease ácida), bacteriana (protease neutra) e a vegetal (protease alcalina), atuam de forma eficaz em diferentes pH’s, agindo, consequentemente, em toda a extensão do trato gastrointestinal”, finaliza a especialista.

Adequações para aplicações em rações animais

Para Juliana, a exemplo da Precizyon Pro 50, a protease exógena é estável em condições de pH mais baixo, tornando-o adequado para aplicações em rações animais, realizando a hidrólise de várias fontes de proteínas, seja de origem animal ou vegetal, quebrando-as em aminoácidos e peptídeos.

Ela reforça que a solução possui, também, distintas matrizes nutricionais, sendo uma quando a dieta é totalmente de origem vegetal, e outra matriz nutricional um pouco mais agressiva quando a dieta tem componentes de origem animal.

“Esta diferenciação de matrizes nutricionais se dá pelo fato que, quando utilizamos ingredientes de origem animal a protease exógena tem mais substrato para agir, quebrando as ligações peptídicas das proteínas, tornando-as mais acessíveis para a absorção pelo trato gastrointestinal do animal”, finaliza.

Marcos dos Santos

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