Ícone do site Agron Agronegócios Online

Predição Genômica Multirracial: O salto que pode acelerar o melhoramento zebuíno

Predição Genômica Multirracial O salto que pode acelerar o melhoramento zebuíno

Predição Genômica Multirracial O salto que pode acelerar o melhoramento zebuíno

Para quem tem pressa:
A predição genômica multirracial permite combinar informações de diferentes raças zebuínas (Nelore, Guzerá, Tabapuã e Brahman) para aumentar a precisão da seleção genética. Essa abordagem beneficia, principalmente, as raças com menos dados disponíveis, acelerando o progresso no rebanho.

O que é a Predição Genômica Multirracial?

A predição genômica multirracial consiste em avaliar conjuntamente raças próximas, como os zebuínos no Brasil, utilizando modelos estatísticos avançados, como o single-step GBLUP (ssGBLUP).
O estudo publicado por Londoño-Gil et al. (2025) mostrou que, ao unir as raças Nelore, Guzerá, Tabapuã e Brahman, é possível obter maior precisão na estimativa dos valores genéticos, sobretudo nas raças com menor número de registros.

Publicidade

E, convenhamos, se até os zebuínos estão provando que “união faz a força”, talvez seja hora de alguns produtores também reverem suas estratégias de seleção.


Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.

Acompanhe aqui todas as nossas cotações

Se você quer entender melhor os modelos ou deseja implementar a avaliação genômica na sua fazenda, veja também:

🔄 Leia também: Novilhas Nelore: O que a genética revela sobre partos, O gene do lucro? Estudo revela segredo da rentabilidade no Nelore, Avaliação genômica Nelore: O truque para prever a fertilidade e também Frame Score Nelore: 5 impactos no crescimento e fertilidade


Por que isso importa para o pecuarista?

Estratégias avaliadas no estudo

O trabalho comparou diferentes cenários de avaliação:

Resultados práticos

Ou seja: se você cria Guzerá ou Tabapuã, a notícia é ótima; se cria Nelore, continua sendo ótimo, mas sem tanto “efeito surpresa”.

O que esperar daqui para frente?

A tendência é que programas de melhoramento no Brasil passem a adotar avaliações genômicas multirraciais para otimizar ganhos, principalmente em raças zebuínas menos representadas. Isso pode reduzir o tempo para identificar animais superiores e aumentar a competitividade do setor.

E não, não significa misturar raças a esmo no curral — é ciência aplicada para usar o DNA a favor do progresso genético.

Conclusão

A predição genômica multirracial é uma ferramenta poderosa para dar voz às raças “menores” no cenário da pecuária. Com ela, o Guzerá e o Tabapuã podem sair da sombra do Nelore e ganhar destaque nos programas de seleção.

Como lembrou o estudo, quando a informação é compartilhada entre raças, todos ganham: criadores, animais e o setor como um todo.
Se você ainda avalia seu rebanho só no “olhômetro”, talvez seja hora de deixar a intuição de lado e abraçar a ciência.


📚 Fonte: Londoño-Gil et al. (2025), publicado na Journal of Animal Breeding and Genetics – em parceria com UNESP, Embrapa, UGA, ANCP e INIA.

🔗 https://doi.org/10.1111/jbg.12882

Imagem principal: IA.

🔗

Sair da versão mobile