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Exportação de DDGS para a China abre mercado bilionário ao agro

A exportação de DDGS para a China estreia com megaembarque e pode transformar o etanol de milho em novo motor de crescimento do agro brasileiro.

Para Quem Tem Pressa

A exportação de DDGS para a China começou com um megaembarque de 62 mil toneladas e inaugura uma nova fronteira bilionária para o agronegócio brasileiro. O movimento fortalece o etanol de milho, diversifica destinos internacionais e posiciona o Brasil como fornecedor estratégico de insumos para nutrição animal em escala global.


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Exportação de DDGS para a China inaugura nova fase do agro brasileiro

O agronegócio brasileiro acaba de dar um passo estratégico que pode redesenhar sua presença no comércio internacional. A exportação de DDGS para a China teve início com um megaembarque de 62 mil toneladas, marcando a entrada oficial do país em um mercado antes praticamente monopolizado pelos Estados Unidos.

A operação é conduzida pela Inpasa, maior produtora de biocombustível da América Latina, com saída programada pelo Porto de Imbituba. O movimento ocorre após a liberação oficial do produto pelo governo chinês em 2025, abrindo uma rota comercial de alto valor agregado.


O que é DDGS e por que a China quer comprar

O DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) é um coproduto do etanol de milho. Durante o processo industrial, o amido vira combustível e os demais componentes dão origem a um ingrediente altamente nutritivo para rações de bovinos, suínos e aves.

Além do valor nutricional, o produto se encaixa perfeitamente na lógica da bioeconomia, ao maximizar o uso do grão e reduzir desperdícios — um fator cada vez mais relevante para importadores exigentes como a China.


Exportação de DDGS para a China já tem contratos avançados

A abertura do mercado chinês não ficou apenas no anúncio. A empresa já tem cerca de 250 mil toneladas negociadas e estima que a China possa importar até 1,5 milhão de toneladas do produto em 2026.

Esse avanço rápido reforça a competitividade brasileira e valida a qualidade do DDGS nacional frente aos principais fornecedores globais. A exportação de DDGS para a China passa, assim, de promessa a realidade concreta.


Brasil entra em mercado antes dominado pelos EUA

Até recentemente, cerca de 99,6% das importações chinesas de DDG/DDGS vinham dos Estados Unidos, movimentando aproximadamente US$ 65 milhões em 2024.

Com a entrada do Brasil, a China diversifica fornecedores e reduz riscos geopolíticos, especialmente em um setor sensível como a alimentação animal. Para o agro brasileiro, isso significa acesso direto a um dos maiores mercados consumidores do planeta.


Produção nacional sustenta crescimento

Para a safra 2025/2026, a produção brasileira de DDGS deve alcançar 4,8 milhões de toneladas. A Inpasa projeta capacidade de 3,3 milhões de toneladas destinadas ao mercado interno e à exportação para 12 países.

Atualmente, o produto brasileiro já chega a destinos como Nova Zelândia, Espanha, Turquia e Vietnã, além de embarques pontuais para Arábia Saudita, Indonésia e Tailândia — uma base sólida para expansão.


Qualidade entra no centro da estratégia

De olho em mercados mais exigentes, a empresa deve inaugurar ainda este ano seu primeiro laboratório próprio para análise de DDGS. A estrutura atende principalmente padrões europeus, mas eleva o nível geral de controle.

Todos os embarques passam por rastreabilidade completa desde a saída das usinas, com monitoramento rigoroso da carga — um diferencial competitivo relevante para consolidar a exportação de DDGS para a China no longo prazo.


Um marco para o etanol de milho

A habilitação de dez usinas brasileiras para vender DDG ao mercado chinês representa uma virada estratégica para o etanol de milho no país. O coproduto deixa de ser apenas um complemento e passa a ocupar papel central na rentabilidade do setor.

Mais do que logística, o primeiro megaembarque simboliza a consolidação do Brasil como fornecedor global de ingredientes para nutrição animal, conectando energia, proteína e comércio internacional.


O que vem pela frente

Se o apetite chinês se confirmar, a exportação de DDGS para a China pode se tornar um dos novos vetores de crescimento do agronegócio brasileiro. Um movimento que une sustentabilidade, escala e competitividade — e que dificilmente passará despercebido pelo mercado global.

Imagem principal: IA.

Douglas Carreson

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