Cafeicultura tem o desafio de se adaptar às mudanças climáticas.
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Variedade arábica, a principal exportada pelo Brasil, é a que mais tem sofrido com alterações do clima.
A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, em reunião nesta sexta-feira (14), ações de mitigação dos efeitos climáticos na cafeicultura. Entre as ações estão o acesso ao crédito rural por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e gestão de risco através do seguro rural.
“É necessário um projeto estrutural para a cafeicultura brasileira. Nós do Sistema CNA devemos nos unir e buscar apoio dos demais segmentos do setor para fazer um planejamento estratégico para o futuro da cafeicultura no Brasil. Precisamos colocar tudo na mesa e ver o que podemos fazer pelos produtores, porque sem ele não tem café, geração de renda e empregos”, afirmou o presidente da comissão, José Edgard Pinto Paiva.
Segundo Paiva, o arábica, principal café exportado pelo Brasil, é a espécie que mais tem sofrido com problemas climáticos. Apenas em Minas Gerais, maior estado produtor do País, mais de 13 mil hectares foram afetados por granizo em 2022.
A assessora técnica da comissão, Raquel Miranda, apresentou dados que mostram os efeitos do clima na produção de café desde 2020.
“Além da significativa quebra de produção nas safras cafeeiras de 2021 e 2022, já sabemos que a safra 2023 também teve seu potencial produtivo comprometido pelas questões climáticas. O impacto na produção de café arábica é mais latente, exigindo ações direcionadas para as estas regiões”, disse.
De acordo com Raquel, o potencial produtivo para a safra do arábica em 2022 era de 46,56 milhões de sacas, mas de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita foi apenas de 32,07 milhões de sacas, uma perda de 14,49 milhões de sacas apenas no arábica.
Raquel explicou ainda o funcionamento das linhas de crédito do Funcafé, que disponibilizam crédito rural exclusivo para a cafeicultura em capital de giro, comercialização, custeio, Financiamento para Aquisição de Café (FAC) e recuperação de cafezais danificados.
“Atualmente temos R$ 6 bilhões de recursos do Funcafé que precisam ser empregados de forma assertiva”, acrescentou.
Como sugestão, a comissão elencou alguns pontos principalmente para a linha de recuperação de cafezais danificados, além do diálogo com os agentes financeiros para ampla divulgação dos bancos que contrataram recursos para que essa linha, de forma que ela seja ofertada ao produtor.
Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.
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