Emirados Árabes

Oportunidades para o agro brasileiro no mercado dos Emirados Árabes

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CNA avalia oportunidades para o agronegócio brasileiro no mercado dos Emirados Árabes Unidos.

Veja também: Fatores-chave para segurança alimentar global

Produtos como café e castanhas, além de frutas, mel e lácteos têm grande potencial para serem exportados.

O Projeto Agro.BR promoveu, nesta terça-feira (21), o seminário virtual “Rota de Exportação: destino Emirados Árabes Unidos, conhecendo o mercado: oportunidades e desafios”.

O evento abordou as particularidades do mercado árabe, o apoio da CNA em Dubai, e a experiência de trading companies no país com representantes das empresas Belomassi Food Distribution Company e da Tropicool.

Rafael Gratão, responsável pelo escritório da CNA em Dubai, falou sobre o espaço voltado para a inteligência comercial e a promoção comercial dos produtos do agro naquele país, além do auxílio aos empresários interessados em fazer negócios na cidade.

Ele falou ainda das oportunidades na região, principalmente para produtos como café e castanhas, além de frutas, mel e lácteos.

“Apesar de ser um país pequeno, os Emirados Árabes participam de um importante acordo comercial, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), o que abre portas para outros países da região. Além disso, buscam a segurança alimentar, seja em qualidade, quantidade e principalmente produtos com diferenciais como certificações”.

Em relação à compra de produtos brasileiros no país, Camila Antunes, gerente da Belomassi Food Distribution Company, empresa importadora e distribuidora de alimentos refrigerados, explicou que os Emirados têm muito potencial para ser explorado pelo Brasil.

“O país é turístico. Existem algumas barreiras culturais em termos de produtos, mas é importante criar uma demanda para os produtos brasileiros e aumentar os números do país em todo o Oriente Médio já que os Emirados é uma vitrine”.

Camila também mostrou os canais de distribuição de varejo da empresa e sugeriu que os empresários brasileiros se preparem para o processo de exportação.

“Essa interação com seminários e feiras é muito proveitosa para entender o mercado, os compradores e o que é preciso para entrar. Por isso se preparem, troquem informações, façam pesquisas e invistam para exportar”.

Rafael Prado, global head da Tropicool, empresa que vende açaí no país, afirmou que o mercado árabe tem espaço para o produto brasileiro, mas é preciso que o empresário invista em ferramentas e capacitação para entender o mercado e o consumidor local.

Prado destacou a sustentabilidade da empresa como um diferencial competitivo. A Tropicool faz parceria com produtores de comunidades locais da Amazônia para a produção do açaí. Segundo ele, para cada 10 litros vendidos do produto, a empresa planta uma árvore e capacita as pessoas da comunidade.

“Estamos há dois anos e meio em Dubai. Entramos em hotéis, cafés, restaurantes, escolas, já temos 60 pontos na cidade, quatro nos Emirados e exportamos para outros países como Austrália, México e Catar. Estamos fechando com o Egito e a Arábia Saudita e negociando com Irã e Bahrein. As certificações são um diferencial, mas não é algo mandatório, porém, a empresa precisa se preparar e investir para exportar”.

Participaram do seminário empresários de várias cadeias produtivas como cafés, mel, chocolate, castanhas, frutas e cachaça interessados no mercado árabe. Eles trocaram contato com os representantes da Belomassi e da Tropicool para discutirem possíveis parcerias.

Agro.BR – O projeto Agro.BR é uma parceria da CNA com a Apex-Brasil e tem a missão de diversificar a pauta exportadora do Brasil, auxiliando e dando suporte a empresários do agro na criação de planos de exportação.

O seminário Rota de Exportação: Emirados Árabes Unidos ainda terá mais dois eventos no segundo semestre deste ano, voltados à logística e zonas de livre comércio e ao e-commerce.

Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.

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