Indianos querem mais algodão brasileiro

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Indianos querem mais algodão brasileiro. A melhoria na qualidade e a transparência de informações sobre a produção de algodão brasileiro estimulam a indústria têxtil da Índia a projetar que o comércio exterior com o Brasil seguirá em curva crescente nos próximos anos. Os atributos da fibra produzida no País foram destacados durante a Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable, mesa redonda promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), ontem (29), na Índia.

“A indústria do vestuário e seus clientes finais querem um algodão sustentável e sem contaminação. Portanto, é importante termos informações sérias e transparentes sobre o produto, e conseguimos isso com o algodão brasileiro”, disse Ranjan Chaudhary, diretor executivo da Argon Spinning Ltda.

O vice-presidente da Corp Raw Material Vardhman Textiles Limited, Lalit Mahajan, reforçou a confiança no algodão do Brasil. “Há produto em abundância e a atitude de colocar os resultados de qualidade em um site é uma grande conquista da Abrapa. Também parabenizo pelo programa que busca sementes adequadas para plantio em cada estado brasileiro”, afirmou.

Com qualidade e transparência nas informações, os parceiros comerciais indianos já estão pensando no futuro. Com a perspectiva de ampliarem ainda mais as compras, mostraram a necessidade de que as cargas da pluma brasileira na Índia tenham maior disponibilidade para atender a demanda de forma rápida.

“O algodão brasileiro tem atributos únicos de fibra, mas é preciso alguns ajustes para aumentar a exportação. Acreditamos que o estoque ainda é pequeno localmente e há espaço internacional onde é possível armazenar o produto. Digo isso porque estou sempre aumentando os meus volumes de compra”, sugeriu Suresh Kotak, presidente da Kotak Ginning and Pressing Industries, divisão da Kotak Commodity Services P Ltda.

O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, recebeu positivamente as sugestões e acredita que ainda é possível ampliar mais a presença do algodão brasileiro no mercado indiano. “O objetivo destes eventos era exatamente esse: ouvir a indústria têxtil dos principais países compradores, seus questionamentos e necessidades. Identificamos várias propostas de ação e agora vamos avaliar o que pode ser implementado e em quanto tempo”, explicou.

Busato reforçou a importância histórica do país no mercado de algodão. “A Índia é o maior e mais tradicional produtor de algodão do mundo. Tem a segunda maior indústria têxtil do globo, com muita capacidade de crescimento. Exporta mais do que importa e acreditamos que podemos complementar a oferta no país com algodão livre de contaminação, tão importante para agregação de valor. Somos parceiros nessa jornada”, declarou.

Os negócios entre os dois países se fortaleceram há dez anos. Na safra 2009/10, a Índia importou 198 toneladas de algodão do Brasil e, na atual, de agosto de 2020 a maio de 2021, o volume superou 9 mil toneladas, levando a um crescimento de 4.400%.

O presidente da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Fauss, disse que os dois parceiros podem melhorar a cooperação. “Estamos prontos para aumentar a participação no mercado têxtil, oferecendo volume e qualidade”, afirmou.

Segundo o embaixador do Brasil na Índia, André Aranha Corrêa do Lago, a Índia aumentou o consumo da pluma brasileira e hoje os brasileiros estão entre os dez maiores fornecedores. “Temos potencial de crescimento e podemos complementar a produção local. Para isso, precisamos nos conhecer melhor e trocarmos informações como estamos fazendo hoje”.

Dalci Bugolin, adido agrícola do Brasil na Índia, explicou que a Embaixada do Brasil tem apoiado as iniciativas do programa Cotton Brazil – braço da Abrapa responsável pela promoção internacional da fibra brasileira. “E estamos tendo resultados práticos. Em três anos, as exportações brasileiras de algodão para a Índia aumentaram mais de 3x. De janeiro a maio deste ano, o comércio exterior registrou mais de US$ 8 milhões, enquanto nesse mesmo período, no ano passado, o valor foi de aproximadamente US$ 2 milhões e, em 2019, de US$ 3 milhões”, comparou.

A Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable encerrou seu ciclo com o webinar na Índia. A série de eventos online foi promovida pelo Cotton Brazil, que recebe apoio direto da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Além da Índia, receberam a iniciativa da Abrapa os países que se destacam no consumo da fibra brasileira: Bangladesh, Turquia, Paquistão, Coreia do Sul, Vietnã e Indonésia.

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Fonte: Abrapa.


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