China volta a dar impulso ao mercado da soja

Compartilhar

O mercado de soja esteve andando de lado em Chicago nos últimos dias e começou o dia em queda em Chicago, nesta sexta-feira, até que o USDA anunciou a venda de dois cargos panamax, num total de 132.000 toneladas para a China e os preços reverteram.

A retomada da demanda chinesa encontrou os Estados Unidos com o seu menor estoque dos últimos sete anos e o Brasil com sua safra 20/21 praticamente 81% comprometida, o que significa pouca disponibilidade mundial.

FATORES DE ALTA

Preocupação com clima seco, tanto nos EUA, como no Brasil, que podem reduzir a disponibilidade mundial da safra 21/22. No hemisfério norte, uma onda fria atingiu a região das planícies e cinturão de milho, atrasando drasticamente o plantio de ambas as culturas e a germinação de lotes já implantados. No Brasil, entretanto, as condições de seca afetariam o plantio de milho de segunda safra, o que levanta maior preocupação com a oferta global de cereais e maior demanda por farelo de soja.

Volta aparente da demanda chinesa, com a melhora das margens de esmagamento e estoques de farelo em níveis muito baixos;

Estoque final apertado que ambos os grãos têm globalmente, mas particularmente nos Estados Unidos. Nesse sentido, segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA, a relação estoque/uso da soja no final da atual campanha no país dos EUA será de apenas 3%, bem abaixo de 13% no final da campanha anterior e a menor desde 2013/14. Para se ter uma noção de quão apertada é a situação, isso implica que os estoques no final da temporada seriam suficientes para atender à demanda (supondo que ela seja sustentada no novo ciclo) por apenas uma semana e meia.

Alta dos óleos vegetais: finalmente, o quarto dos determinantes que este aumento acentuado de preços vem segurando é o caso dos mercados de óleo vegetal em geral, e no mercado de óleo de soja em particular. Na última semana, os futuros do óleo de soja em Chicago atingiram altas de mais de 10 anos (julho de 2008 para ser preciso), o que também visa fortemente o mercado de oleosas.

CONCLUSÃO

Os preços da soja não demonstram ter um viés definido, neste momento. Tudo vai depender do clima da safra americana (que, não está favorável, mas precisa ser realizado para produzir efeito duradouro). A demanda chinesa salvou o dia, nesta sexta-feira, mas está longe dos grandes volumes adquiridos no início do ano, quando as compras diárias eram dez vezes maiores. De qualquer maneira, a principal notícia é a de que os preços não estão caindo, mantendo-se em níveis extremamente lucrativos para os agricultores.

Fonte: T&F  Agroeconômica.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *