Prevenção e tratamento da acidose ruminal.
Prevenção da acidose ruminal
Para prevenir a acidose ruminal, deve-se atentar à formulação de dietas que não predisponham a produção excessiva de ácidos no rúmen, assim como o manejo nutricional para evitar mudanças no ambiente ruminal, independentemente da composição da dieta.
Também devemos atentar para a adaptação das papilas ruminais, para que elas consigam absorver rapidamente os agvs produzidos na degradação dos carboidratos.
Como a ocorrência de acidose subaguda é dependente do balanço entre produção e neutralização de ácidos orgânicos, é importante que ambos os aspectos sejam levados em consideração na prevenção do problema.
O fornecimento de FDN fisicamente efetivo na dieta tem vários efeitos na redução da acidose ruminal.
Primeiro, o incremento na quantidade dele na dieta, invariavelmente, resulta na redução da concentração de carboidratos não fibrosos, principalmente amido, promovendo, portanto, uma diluição de carboidratos fermentáveis no rúmen.
Apesar dessa diluição é importante que a fonte de fibra tenha estrutura física e capacidade de estimular ruminação e salivação, tendo em vista que, a saliva chega a neutralizar 50% de ácidos no rúmen.
A disponibilidade de água em quantidade e qualidade, influencia diretamente na prevenção da acidose, por meio de diluição, deixando a concentração de ácidos menores no rúmen.
Tratamento da acidose ruminal
O tratamento da acidose ruminal aguda é baseada na remoção da causa do problema (desbalanceamento nutricional) e restabelecimento do equilíbrio ácido-básico do animal.
Como estamos cada vez mais desafiando nossos animais, com dietas mais energéticas, utilizando carboidratos de alta fermentação no rúmen, se faz necessário usarmos ingredientes com ações tamponantes e alcalinizantes, como bicarbonato de sódio, óxido de magnésio, carbonato de cálcio, sais de algas marinhas, entre outros. Variando de 0,8 a 1,2% da ingestão de matéria seca para vacas em lactação.
Monensina Sódica
Dos principais aditivos presente na nutrição de vacas de leite a monensina sódica e outros ionóforos têm a capacidade de contribuir para a redução de incidência de acidose ruminal, e principalmente melhorar a eficiência de conversão alimentar em razão de um aumento na concentração de energia líquida da dieta.
Com concentrações próximas de 300mg por vaca/dia, a monensina seletivamente afeta as bactérias gram-positivas o que reduz o crescimento de microrganismos produtores de ácido lático, minimizando o risco de acidose.
Veja também: Saiba o que é acidose ruminal
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Fonte: Prodap. Por: Pedro Carvalho.
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