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Intercâmbio entre agro brasileiro e agtechs neozelandesas

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Parceria promove intercâmbio entre agro brasileiro e agtechs neozelandesas.

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Iniciativa do intercâmbio é resultado de acordo entre a New Zealand Trade and Enterprise (NZTE) e o AgTech Garage.

Intercâmbio entre agro brasileiro e agtechs neozelandesas

Muitas empresas e setores têm se voltado para programas de inovação aberta para entender demandas e acelerar soluções. Com o agro 4.0 não é diferente. Em busca de sinergias e avanços para o agronegócio, a New Zealand Trade and Enterprise (NZTE) e o AgTech Garage, hub de inovação para o agro baseado em Piracicaba (SP), desenvolveram um programa de intercâmbio tecnológico com foco no setor primário.

Os resultados dessa iniciativa de intercâmbio, que aproximou nove empresas da Nova Zelândia de mentores especializados no agronegócio brasileiro foram compartilhados na última quarta-feira (22) em um painel virtual. O encontro reuniu os cofundadores do AgTech Garage, José Tomé e Marcelo Pereira; Brendan O’Connell, CEO do AgriTechNZ; Kieran Gartlan, diretor do The Yield Lab Latam; Gabriela Mendonça, gestora de comunidade de programas de inovação aberta no Agtech Garage e Nadia Alcantara, gerente de desenvolvimento de negócios para a NZTE.

Independente da distância geográfica, uma das premissas da iniciativa é aproximar agentes de inovação e negócios dos dois países em busca de semelhanças e oportunidades de colaboração no agronegócio e tecnologia. “Barreiras geográficas não são suficientes para que não haja uma colaboração para se entender os mercados e oportunidades. Não é surpresa que a Nova Zelândia, que é um mercado voltado para o exterior, até por seu mercado interno ser pequeno comparado com as oportunidades, tenha sido quem capitaneou isso”, destacou Marcelo Pereira.

“Se você não está fazendo conexões, você está isolado”, comentou Brendan O’Connell, CEO do AgriTechNZ. “E eu acredito que há muitas semelhanças ao redor de pessoas que querem resolver problemas para nossos sistemas de alimentação e problemas como o clima e nosso planeta. E o valor está nas diferenças e é ao desenvolver essas parcerias que expõem onde o valor pode estar. Isso faz desse programa muito importante para a Nova Zelândia”, complementou O’Connell.

Durante quatro meses, as empresas AbacusBio, Bluelab, CLIMsystems, Gallagher Animal Managemen, Landkind, Mastaplex, MilktechNZ, Qconz e WayBeyond, receberam uma série de mentorias para identificar oportunidades de negócios e de internacionalização. As empresas desenvolvem desde ferramentas digitais de gestão para otimização do campo a cercas elétricas.

Para Kieran Gartlan, diretor do The Yield Lab Latam, fundo americano que investe em agtechs na América Latina, o programa destacou, em especial, as oportunidades em hard science, como empresas de bioengenharia e nanotecnologia. “Eu acho que é realmente onde vemos as maiores oportunidades. Se você pensar do portão para fora das fazendas, problemas como crédito, questões  de logística, acredito que provavelmente tem que ser uma startup local porque isso requer muito conhecimento sobre como o mercado funciona. Para uma startup de fora, tentar lidar com algumas dessas soluções provavelmente é um passo longe demais, mas acho que há um ótimo ajuste para qualquer coisa que seja de alta ciência, como automação de alta tecnologia, soluções que ainda não estão sendo desenvolvidas por aqui”, indica Kieran.

Na visão de Tomé, CEO do AgTech Garage, o programa também contribui para o amadurecimento do ecossistema como um todo. “O Brasil não é para principiantes, o agro tem muitas peculiaridades, a gente ainda ouve que, para trazer uma solução para o agro, você tem de estar com a bota suja. Mas o que a gente percebe é que os novos desafios que a digitalização traz, oportunidades com novas tecnologias como IA, blockchain, isso não vai vir do agro, vai vir de alguém para o agro e um ecossistema maduro permite que essa mente brilhante que não está com a bota suja ainda possa vir sujar junto com a gente”, refletiu o executivo.

Nova Zelândia como parceira de inovação para o agro (Intercâmbio)

Questionado por que a Nova Zelândia pode ser vista como um parceiro de escolha para avançar o setor de agritecnologia no Brasil, O’Connel, CEO do AgriTechNZ, destacou as características e habilidades do país em criar soluções, testá-las e escalar rápido. “Um dos pontos fortes da Nova Zelândia é o tamanho do nosso ecossistema. Nós temos muitos problemas semelhantes, mas eles estão em escalas diferentes. O que significa que podemos progredir um pouco mais rápido, com apoio do governo e de algumas de nossas organizações e cooperativas. A Nova Zelândia é frequentemente descrita como um mercado pequeno, mas um mercado pequeno e inteligente. Com isso, temos sorte com a adoção de tecnologia e produtores que têm sido lucrativos e inovadores. Então, acho que é um ponto de partida muito enriquecedor para o ecossistema de agtech para construir e crescer ao redor do que é uma força”, concluiu. 

Por outro lado, Kieran, do The Yield Lab Latam, destaca a importância de as empresas neozelandesas avaliarem também o mercado que buscam estacionar. “Uma startup que vem de fora é um risco, porque é preciso conhecer bem o mercado [onde estão entrando]. Você precisará de um parceiro local que não só conheça o mercado, mas tenha acesso a ele, porque esse será o maior desafio”.

Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.

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