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Indonésia quer ampliar negociações de algodão brasileiro

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Indonésia projeta ampliar comércio com produtores de algodão brasileiros.

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Pluma nacional melhorou muito, atingindo qualidade próxima ou até melhor que a dos Estados Unidos, diz empresário local.

A Missão Vendedores, organizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), fechou a etapa na Indonésia com saldo positivo. Satisfeitos com produto e preço, os industriais indonésios projetam ampliar as relações comerciais com os brasileiros.

Para isso, basta que os cotonicultores sigam investindo na melhoria dos indicadores de qualidade e na rastreabilidade do produto. “Ao longo dos anos, o algodão brasileiro melhorou muito, atingindo qualidade próxima ou até melhor que a dos Estados Unidos”, atestou o CEO da Indorama Technology, Anupan Agrawal.

A empresa é uma fiação de algodão, poliéster e mistos, que utiliza algodão brasileiro, há dez anos. Indorama foi visitada pela comitiva brasileira de produtores e exportadores entre os dias 6 e 8 de junho para a troca de experiências que pauta a inciativa da Abrapa. A companhia está expandindo a indústria na Indonésia e abrindo fábrica na Turquia para trabalhar apenas com fiação de algodão.

Outro ponto positivo citado por Agrawal é o fato de que a fibra brasileira é livre de contaminação. “Além disso, os dados de HVI informados pelo Brasil são confiáveis. Há cerca de três anos, recebo a lista e já envio diretamente para a fábrica fazer o blend, sem reteste. É um relacionamento de confiança que vem sendo construído entre as partes”.

Essa confiança ajuda a explicar os bons números do comércio de algodão entre Brasil e Indonésia. Em 2021, o País exportou 207 mil toneladas de algodão para a Indonésia, que é o sexto maior mercado da pluma brasileira e o país com o segundo melhor market share da pluma brasileira (41%). Neste ano comercial (de agosto de 2021 a abril de 2022), já foram embarcadas para as indústrias indonésias 133,2 mil toneladas da fibra nacional.

Sexto maior importador de algodão no mundo (foram 501 mil toneladas na safra 2020/21), a Indonésia não tem previsão de ver sua produção própria se ampliar. “Em janeiro de 2023, nosso consumo de algodão está projetado em 60 mil toneladas”, antecipa Anupan Agrawal.

A Asian Cotton Industry foi outra indústria visitada pela comitiva da Abrapa. A fábrica trabalha preferencialmente com 100% de algodão brasileiro em sua fiação – desde o início das atividades – importando de outros países somente quando não há disponibilidade de embarques. Mais de 80% da produção é destinada ao mercado japonês. “Notamos a melhoria contínua nos índices de qualidade e somos fãs do algodão brasileiro”, afirmou Tomy Tjandradinata, um dos proprietários da indústria.

A outra visita feita pelos brasileiros foi à Kewalrama, que produz fios para persianas, cortinas e produtos de uso industrial, e está na Indonésia com duas unidades.

A agenda foi finalizada com reunião na Embaixada do Brasil em Jacarta, com o ministro conselheiro Daniel Ferreira e o adido agrícola Bruno Breitenbach. “A participação das embaixadas na divulgação do algodão brasileiro tem sido surpreendente. É importante mostrar que os cotonicultores operam em sua maioria em estruturas familiares, mas profissionalizadas e altamente tecnificadas”, ponderou o presidente da Abrapa, Júlio Busato.

A missão comercial da Abrapa e Anea na Ásia integra o programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O objetivo é promover o algodão brasileiro no mercado internacional e desenvolver mercados principalmente na Ásia – região que concentra 99% das exportações brasileiras.

“Atualmente, somos o segundo maior exportador mundial de algodão, respondendo por 23% do mercado no ciclo 2020/2021. Mas temos potencial firme de crescimento nos próximos anos e nessas missões comerciais verificamos o quanto os países estão abertos a isso”, observou o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte. Ele informa que um dos objetivos da iniciativa é a troca de informações técnicas para que os produtores possam identificar as necessidades dos clientes e que tipo de investimentos ou ajustes são necessários para a ampliação do comércio externo.

A Missão Vendedores passa também pela Tailândia e por Bangladesh. Os três países, juntos, representam 21% do total embarcado para a Ásia na safra 2020/2021, cerca de 498,5 mil toneladas da fibra. Já no ciclo atual (de agosto/2021 a abril/2022), respondem por 21% e por um volume embarcado de 313 mil toneladas de algodão brasileiro. O intercâmbio está em curso desde o dia 4 e continua até o dia 15 de junho.

FONTE: DATAGRO. Imagem principal: Depositphotos.

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