insumos biológicos

Insumos biológicos movimentaram 2,34 bilhões em 2021

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Congresso da soja: Mercado de insumos biológicos no Brasil movimentou R$ 2,34 bilhões em 2021.

Veja também: Índice de Confiança do Agronegócio

Expectativa é que esse número passe para R$ 9,09 bilhões em 2030.

O crescimento, os desafios e oportunidades do uso de insumos biológicos foram o tema de um painel realizado na manhã de terça-feira (17), durante o IX Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja, em Foz do Iguaçu (PR). Com foco no controle biológico de pragas e doenças, os painelistas mostraram o aumento da oferta de produtos no mercado, os benefícios dessas ferramentas e a importância do uso correto para garantir a eficiência.

De acordo com dados da consultoria Blink, apresentados por Marcelo Poletti, da Promip Manejo Integrado de Pragas, o mercado de insumos biológicos no Brasil em 2021 movimentou R$ 2,34 bilhões. A expectativa é que esse número passe para R$ 9,09 bilhões em 2030. Retirando desta conta os inoculantes, hoje os bioinsumos mais utilizados, os números são de R$ 1,71 bilhões em 2021 passando para R$ 8,08 bilhões em 2030. Os bioinseticidas são os produtos com maior crescimento.

Entre os fatores para o crescimento no Brasil estão questões como o aumento do uso em grandes culturas (a soja responde por 55% do mercado); aumento na diversidade de novos produtos; aumento da intensificação de práticas de manejo integrado de pragas (MIP); percepção da necessidade de redução do uso de defensivos químicos; aumento do uso das ferramentas e práticas de agricultura de precisão; e aumento da demanda de mercado por alimentos com baixo nível de resíduos.

Outro fator apresentado pelo painelista Rodrigo Mendes Maciel, da F. Bio Soluções Biológicas, é a redução da quantidade de insumos químicos disponíveis para a agricultura nos últimos anos. Seja pela perda da eficiência dos princípios ativos ou por restrições legais, produtos foram retirados do mercado, enquanto poucas novas moléculas foram lançadas e disponibilizadas para uso.

De acordo com Maciel, tudo isso representa uma oportunidade para o produtor, no sentido de diversificar as ferramentas de controle de pragas e doenças. “A gente não salva o mundo com uma ferramenta somente. Mas deixar de usar uma ferramenta é perder oportunidades de ter maior êxito na lavoura”, disse Rodrigo Maciel. Apresentando dados de pesquisas com uso do controle biológico dentro da estratégia do MIP, ele mostrou que é possível reduzir o número de aplicações de inseticidas sem ter perdas de produtividade, o que representa redução de custos para o produtor.

Falando sobre o futuro do controle biológico de doenças, Sérgio Mazaro, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná-campus de Dois Vizinhos (PR), destacou pontos que exigem atenção por parte do produtor, dos consultores técnicos, indústria, pesquisadores e governo. De acordo com ele, ainda há muito a se aprender sobre o uso e é preciso se atentar ao conhecimento técnico já existente.

Entre os pontos que exigem atenção, ele elencou a aplicação, na qual o produtor precisa fazer com que o insumo biológico esteja viável no sulco de cultivo. Isso envolve transporte e armazenamento adequado e aplicação correta. Também destacou a especificidade dos isolados, a correta identificação do alvo biológico e consequentemente a modalidade de aplicação. “Facilidade não existe com biológicos. O produtor precisa fazer a sua parte para garantir que está usando corretamente o produto e que ele poderá ter condições de se desenvolver no ambiente”, disse Sérgio Mazaro.

As condições ambientais de aplicação, a compatibilidade com defensivos químicos e o posicionamento assertivo foram outros pontos destacados. “Podemos queimar produtos de ótima qualidade se não soubermos posicionar corretamente. Temos que testar no campo”, ponderou. Por fim, o manejo de sistemas foi outro fator destacado, demandando uma visão sistêmica, ou seja, não pensar somente na soja, mas sim nas outras culturas que fazem parte do sistema produtivo.

O painel sobre “Produção e uso de insumos biológicos na sojicultura” foi moderado pela pesquisadora Claudine Seixas, da Embrapa Soja, que trouxe aos palestrantes perguntas da platéia. Uma delas foi sobre a possibilidade de o uso indiscriminado dos inimigos naturais gerar problemas de resistência no futuro. A resposta mostrou mais uma vez a importância de se utilizar estas ferramentas com atenção, respeitando as recomendações técnicas e conforme real necessidade verificada no monitoramento da lavoura.

“Temos de trabalhar com racionalidade, aplicar somente quando for necessário e com foco no alvo. Se usarmos sem controle, de forma irracional, certamente teremos problemas de resistência”, afirmou Sérgio Mazaro.

Insumos biológicos

Os insumos biológicos se dividem em diferentes grupos, como os biofertilizantes, os bioestimulantes e os produtos de controle biológicos. Neste último grupo estão produtos bioquímicos e insumos microbiológicos (vírus, fungos e bactérias) e macrobiológicos (insetos e ácaros).

CB Soja e Mercosoja

O IX Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja estão sendo realizados no Rafain Palace Hotel & Convention Center, em Foz do Iguaçu (PR). Os eventos são promovidos pela Embrapa Soja e terão programação até quinta-feira, dia 19.

Com o tema “Os desafios para a produção sustentável no Mercosul”, o congresso conta com seis conferências e 18 painéis, totalizando 50 palestras. Também serão apresentados 287 trabalhos técnicos em formato de pôster ou oralmente.

O evento conta ainda com a Arena de Inovação Soja, onde participantes do ecossistema brasileiro de inovação poderão se integrar, e uma feira de expositores, na qual 35 empresas apresentam as mais recentes tecnologias desenvolvidas para a cadeia de produção de soja.

FONTE: DATAGRO. Imagem principal: Depositphotos.

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