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Confira 8 dicas para altas produtividades na nova safra de soja

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Após o fim do vazio sanitário, agricultor deve implementar boas práticas para ter sucesso na nova safra de soja.

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Setembro é o mês que marca o início do plantio da soja no Brasil. Com o fim do período de vazio sanitário no Paraná no dia 10 e em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no dia 15, agricultores colocam em prática todos seus aprendizados para o alcance de novos patamares de produtividade. Nos dias que antecedem a nova safra, planejar é indispensável para produzir mais.

Antes de colocar a semente na terra é preciso tomar alguns cuidados que são essenciais para o sucesso da lavoura. São vários fatores que interferem no resultado, como escolha de cultivares a serem semeadas, qualidade da semeadura, tipo de manejo, clima, incidência de plantas daninhas, pragas e doenças, entre outros.

Tudo começa na semente: É preciso fazer o uso de uma semente certificada, adaptada para a região e de qualidade para garantir uma boa germinação, vigor e desenvolvimento ao longo da safra.

Semear na área limpa: Buva, corda-de-viola, capim amargoso, trapoeraba e outras plantas daninhas competem por água, luz e nutrientes com a soja.  Iniciar no limpo ausente da mato-competição é essencial para o bom desenvolvimento das plantas de soja. A dessecação da área antes da semeadura é indicada para o sistema de plantio direto. Verifique o período de carência dos herbicidas antes de iniciar a semeadura.

Qualidade da semeadura: A pressa é inimiga do bom plantio. A velocidade ideal da máquina deve ser em média de 5 Km/h. O agricultor precisa planejar a atividade e ficar atento ao clima para evitar contratempos. O aumento da velocidade pode causar falhas no plantio, plantas mal distribuídas, menor número de plantas, má distribuição espacial, que pode resultar em menor rendimento por hectare.

Ficar de olho no clima: O manejo eficiente deve levar em conta uma série de fatores, entre eles o clima antes e durante a proteção das plantas. A escolha dos melhores produtos, intervalo entre aplicações, qualidade do equipamento de pulverização, capacitação do operador, são fundamentais para atingir o sucesso. Evite realizar pulverizações horas antes da ocorrência de chuva. Ventos fortes também prejudicam o resultado final da pulverização podendo deslocar a calda do alvo a ser atingido. De uma maneira geral, a temperatura ideal para a aplicação de soluções na lavoura está entre 20ºC e 30ºC e a umidade relativa do ar acima de 60%.

Não descuidar do controle de plantas daninhas: Antes, durante e após a semeadura, o agricultor deve seguir com o monitorando, e agindo sempre que necessário com o manejo eficiente no controle de plantas daninhas. Em áreas cultivadas com soja tolerante a herbicidas, ou se for utilizado produtos seletivos para o cultivo, a pulverização pode ser feita logo após a emergência da soja. Esta medida contribui para eliminar a matocompetição favorecendo o desenvolvimento das plantas.

Monitoramento de pragas: O ataque de pragas, como lagartas, percevejos, coleópteros, entre outros, pode ocorrer desde o início do desenvolvimento das plantas, alguns insetos migram de lavouras anteriores ou plantas tigueras/voluntarias para o novo cultivo. O uso do tratamento de sementes e inspeções na plantação podem ser feitas constantemente com o uso de pano-de-batida ou outro recurso que indique a infestação da praga área para definir a necessidade de uso de inseticida todas as vezes que atingir o nível de dano econômico.

Aplicação preventiva de fungicida: Prevenir sempre foi melhor que remediar, a ferrugem asiática por exemplo, pode comprometer até 90% da produção da soja caso a doença não seja controlada. Aplicações preventivas de fungicidas ajudam a manter a lavoura saudável e com baixo índice de inoculo, reduzindo ou até mesmo inibindo a propagação do fungo. As pulverizações preventivas podem ser iniciadas a partir do aparecimento dos primeiros esporos na área, levando em consideração o clima reinante da região.

Rotação de soluções e ingredientes ativos: O uso contínuo de soluções com o mesmo ingrediente ativo, ou com o mesmo mecanismo de ação pode selecionar plantas daninhas, pragas e doenças resistentes – dificultando o controle. O uso de ferramentas que possa postergar o aparecimento de plantas resistentes deve ser praticado, entre alas a rotação no uso de tecnologias com diferentes mecanismos de ação o que reduz o risco de resistência, permitindo uma lavoura mais saudável e ampliando a longevidade dos produtos e cultivo.

Fonte: Gerente Sênior de Desenvolvimento Técnico de Produto de Soluções para Agricultura da BASF, Sérgio Zambon. Adaptado por equipe Agron. Imagem principal: depositphotos.


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