O agro precisa ser mais digital

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O agro precisa ser mais digital. O acesso ao mundo digital vem crescendo cada vez mais e a tendência é que se intensifique nos próximos anos, o que aumenta a necessidade de mudanças no processo de gestão rural.

Segundo o estudo mais recente sobre o assunto (Censo agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), a internet no campo cresceu 1.900% entre 2006 e 2017, mas ainda assim, 70% das propriedades rurais do País ainda não possuíam acesso à rede naquele período.

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Embora não existam estudos novos sobre o assunto ainda há muito para evoluir na questão da internet no meio rural. “É uma bandeira que temos defendido. Temos assistência técnica e levamos constantemente a gestão para as propriedades rurais. Nós, do sistema Faesc/Senar-SC, os órgãos do Governo como a Epagri atuamos fortemente para levar conhecimento ao meio rural. Mas, ainda há grande percentual de produtores sem acesso à internet. Temos experiências de filhos de produtores que sobem o morro para acessar à rede porque na sua comunidade não funciona. O orçamento do Governo prevê levar internet ao produtor que ainda não tem acesso a essa tecnologia tão importante para gerenciar melhor a sua propriedade”, destaca o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo.

Entre as consequências disso está a questão da emissão da nota fiscal eletrônica do produtor que é uma exigência que vem sendo adiada pela Secretaria da Fazenda. “Isso acontece porque há consciência sobre a falta de internet em muitas localidades. Santa Catarina é referência em tantas inovações. Agora, o que mais precisamos é que o Estado avance também nesse aspecto tão importante que é criar condições para os municípios utilizarem a internet em todas as localidades”, observa Pedrozo.

O agro precisa ser mais digital

Na visão do superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, o mundo vive uma nova era dos grandes desafios que serão enfrentados na inovação. “Tivemos em um momento a mecanização, seguida pela automação e agora a informatização. Hoje não basta apenas produzir! É necessário produzir, gerenciar e atender às demandas tão necessárias do dia a dia. Para isso, temos que contar com a informatização como instrumento de trabalho. O nosso grande pleito é fazer com que a internet esteja disponível a todos os estabelecimentos produtivos para otimizar tempo e economizar recursos. Todo o estabelecimento agropecuário precisa ter visão empreendedora porque precisa estar de olho na legislação vigente”.

Pedrozo complementa que as propriedades hoje são reconhecidas como empresas rurais. “Além da necessidade de internet para que o produtor busque conhecimento sobre as diversas tecnologias disponíveis no mercado, a rede é fundamental para operar boa parte dessas tecnologias. Afinal, hoje existem diversos aplicativos de gestão de propriedades, entre outras ferramentas, que dependem da internet para operar. Além disso, a rede mundial de computadores conquistou um papel ainda mais importante em tempos de pandemia, tanto para concretizar negócios quanto para participar de cursos e eventos, bem como para facilitar a comunicação”.

O agro precisa ser mais digital

As atividades de educação a distância que incluem o Curso Técnico em Agronegócio e aulas online no programa Jovem Aprendiz Cotista são realizadas com êxito pelo Senar/SC. “E isso só é possível porque existe a internet. Mas, o sucesso seria ainda maior se todos pudessem aproveitar oportunidades como essas”, realça o presidente da Faesc.

No mês de março deste ano, o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, apresentou a demanda de melhoria da internet no campo catarinense para o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Vitor Menezes, em Brasília.  No encontro, o secretário catarinense solicitou aporte de recursos para o acesso pleno de internet no campo, visando ampliar os mercados e melhorar a gestão das propriedades.

Santa Catarina pretende reduzir ainda os custos de aluguel de postes para levar internet via fibra óptica ao campo. Segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é possível regulamentar essas ações em um trabalho conjunto entre Assembleia Legislativa e Governo do Estado. A conectividade será também uma das linhas atendidas pelo novo SC Rural, programa que está sendo negociado junto ao Banco Mundial.

“Estamos otimistas e esperamos que, em breve, a conectividade de qualidade seja uma realidade em todas as localidades do meio rural”, conclui Pedrozo.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional /  disponível no portal do Sistema Fecoagro.

Texto originalmente publicado em: FECOAGRO.


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