Passiflora quantas horas de sol fazem a planta florir e frutificar
Você cuida com carinho, rega na frequência certa, até aduba — mas a passiflora segue teimando em não dar flores, muito menos frutos. Essa trepadeira de beleza exótica, que encanta pela variedade de cores e formas das flores, tem um segredo bem direto: ela precisa de sol, e não é pouco. A falta de floração ou frutificação quase sempre está ligada a uma única variável subestimada pelos cultivadores: a quantidade de horas de sol direto que a planta recebe por dia.
Ao contrário de muitas plantas ornamentais que toleram sombra parcial, a passiflora, também conhecida como flor-do-maracujá, é uma espécie que precisa de exposição solar intensa e direta por pelo menos 6 horas diárias. Quando cultivada em locais sombreados, ela até pode crescer em altura, mas dificilmente vai florir com vigor — e sem flores, não há frutos.
A razão é simples: a passiflora tem metabolismo acelerado e precisa de muita luz para realizar fotossíntese suficiente para sustentar seus longos ramos, folhas largas e, principalmente, a formação das flores. Menos que isso e a planta economiza energia — cresce, mas não floresce. Ela literalmente precisa “sentir o calor do sol” para entrar em ritmo de reprodução.
É muito comum ver passifloras plantadas próximas a muros, cercas ou pergolados em quintais que, ao longo do dia, recebem sombra projetada por construções vizinhas ou árvores. Nesses casos, a planta até se desenvolve vegetativamente, mas não inicia o ciclo reprodutivo. A luz filtrada ou indireta não é suficiente para que a floração aconteça com regularidade.
Se a sua planta recebe sol apenas em parte do dia, o ideal é garantir que esse sol seja o da manhã ou início da tarde, que são mais intensos e longos. Um bom teste é observar se o chão ao redor da base da planta fica em pleno sol por mais da metade do dia. Caso não fique, considere transplantá-la para um local mais aberto ou direcionar os ramos para áreas mais iluminadas.
Muita gente cultiva passiflora em vasos, especialmente em apartamentos ou varandas. E embora isso seja possível, o cultivo em vaso exige cuidados dobrados com a luz. Ambientes envidraçados, mesmo que bem iluminados, muitas vezes não oferecem o índice de radiação solar necessário. O vidro filtra parte dos raios, e a planta sente.
O ideal, nesse caso, é posicionar o vaso em varandas que recebam sol pleno ao menos até o meio da tarde, sem obstruções. E sempre preferir vasos grandes, com substrato leve e bem drenado, que permita às raízes se expandirem. O acúmulo de nutrientes precisa acompanhar a intensidade da luz — uma passiflora com pouco sol e excesso de adubo pode até “queimar” por não ter como metabolizar tudo.
A floração da passiflora é o primeiro passo para a frutificação, mas não o único. Após a florada, a planta depende de polinização para formar frutos. Em jardins abertos, isso costuma ser feito por abelhas e outros insetos. Mas sem luz suficiente, nem flores se formam, e o ciclo se interrompe.
Além das 6 horas mínimas de sol, o ideal para uma frutificação robusta é que a planta receba até 8 horas diárias de luz solar direta. Com isso, ela não apenas floresce, como sustenta melhor os frutos — sejam maracujás doces, azedos ou apenas ornamentais. Inclusive, quanto mais sol a planta recebe, mais açucarados tendem a ser os frutos.
Mesmo em regiões muito quentes, com temperaturas acima de 30 °C, a passiflora continua exigindo sol direto. O que muda é o manejo. Nesses casos, é importante garantir uma boa umidade do solo e regas mais frequentes, para que o calor não afete as raízes. O ideal é manter uma camada de cobertura orgânica (como palha ou casca de pinus) sobre o substrato, ajudando a reter a umidade.
A planta tolera muito bem calor e exposição, mas não tolera raízes secas por longos períodos. Por isso, se o clima for quente e seco, aumente o espaçamento entre as regas e capriche na matéria orgânica. Mas jamais reduza a exposição solar achando que está protegendo a planta. A sombra, para a passiflora, é sinônimo de estagnação.
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