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Por que a onça prefere o bezerro não tem relação com crueldade, mas com eficiência biológica. A onça-pintada evoluiu para matar com uma mordida extremamente precisa e potente, e o bezerro reúne tudo o que o predador busca: pouca defesa, alta energia e baixo risco. Com manejo correto, cercas elétricas e organização da maternidade, é possível reduzir perdas para menos de 0,5% do rebanho.
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Para entender por que a onça prefere o bezerro, é preciso olhar para sua anatomia. Diferente de leões e tigres, que matam por asfixia, a onça-pintada desenvolveu a mordida neuro-craniana — um ataque direto ao crânio ou à nuca.
Estudos de anatomia comparada mostram que a onça possui a mordida mais forte entre todos os felinos em relação ao tamanho, chegando a cerca de 2.000 PSI, contra aproximadamente 650 PSI de um leão africano.
Essa força não surgiu por acaso. A dieta original inclui jacarés e cágados, animais protegidos por ossos e placas rígidas. A natureza transformou sua mandíbula em uma verdadeira prensa hidráulica.
Aqui entra a chamada Teoria do Forrageio Ótimo. Na prática, todo predador busca o máximo retorno energético com o menor risco possível.
É exatamente nesse ponto que se explica por que a onça prefere o bezerro:
Comparado a uma anta ou um queixada — que podem ferir ou matar o felino — o bezerro representa uma escolha matemática perfeita.
Não é instinto cruel. É eficiência biológica.
Saber diferenciar o predador evita decisões erradas. Segundo manuais do CENAP/ICMBio, a assinatura da onça-pintada é clara:
Cães atacam flancos e pernas; onças resolvem tudo em segundos.
Eliminar a onça não resolve. Estudos da Embrapa Pantanal mostram que a retirada de um indivíduo dominante abre espaço para onças jovens, que atacam ainda mais o gado.
A resposta está no manejo.
A onça quebra madeira, mas não suporta choque.
Recomendações técnicas:
Após um choque, o predador associa a área ao risco e evita retornar.
O período de parição é o mais crítico. Trazer vacas paridas para áreas próximas à sede, longe da mata, reduz drasticamente ataques.
Cheiro humano, ruído e presença constante funcionam como repelentes naturais.
É uma das formas mais simples de reduzir perdas — e explica, na prática, por que a onça prefere o bezerro quando o manejo falha.
Dispositivos luminosos intermitentes (como Foxlights) simulam vigilância humana durante a noite. Em épocas críticas, os resultados são expressivos.
A mandíbula da onça-pintada é uma obra-prima da evolução. O bezerro, infelizmente, se encaixa perfeitamente nesse sistema quando o manejo é falho.
A boa notícia? Fazendas que adotam manejo preventivo reduzem perdas para menos de 0,5% do rebanho, transformando conflito em convivência.
No fim das contas, entender por que a onça prefere o bezerro não é apenas ciência — é estratégia econômica, ambiental e produtiva.
Imagem principal: IA.
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