criação de cavalos
A criação de cavalos no Brasil reúne quase 6 milhões de animais e mais de 200 mil criadores. É um setor movido pela paixão e pela tradição, mas enfrenta custos altos e exige dedicação constante.
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A criação de cavalos é parte da identidade rural do país. Segundo dados oficiais, o Brasil conta com cerca de 5,9 milhões de equinos, formando o maior rebanho em clima tropical do mundo. Estados como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Pará lideram o ranking, cada um com mais de meio milhão de animais.
Entre as raças mais conhecidas estão o Quarto de Milha, com centenas de milhares de registros, o Crioulo e o Mangalarga Marchador, ambas também com rebanhos expressivos. Esses números revelam a diversidade genética e a força da equinocultura nacional.
Apesar da dimensão impressionante, a criação de cavalos exige altos investimentos. Manter um haras significa cuidar de estrutura adequada, contratar mão de obra qualificada e garantir alimentação de qualidade. O custo da ração é um dos maiores desafios, impactando diretamente o equilíbrio financeiro dos criadores.
Muitos relatam que a atividade dificilmente gera lucro expressivo. O retorno financeiro pode até existir em alguns nichos, como corridas ou genética de ponta, mas na maioria dos casos a motivação principal é a paixão pelos animais. Criar cavalos é mais uma escolha de vida do que um negócio estritamente lucrativo.
A criação de cavalos é marcada pela emoção. Ver o nascimento de um potro, acompanhar seu crescimento e treinar o animal são experiências que fortalecem o vínculo entre criador e cavalo. Essa ligação afetiva explica por que milhares de brasileiros se dedicam ao setor, mesmo diante de custos elevados.
Essa paixão se reflete também nas tradições culturais e nas práticas regionais. Do vaqueiro nordestino ao tropeiro do Sul, o cavalo está presente no imaginário e no cotidiano de quem vive no campo.
A cadeia da equinocultura vai além da criação em si. O setor movimenta esportes equestres, turismo rural e manifestações culturais em diferentes regiões do país. Cavalos são protagonistas em rodeios, cavalgadas, provas esportivas e festivais, o que amplia a importância econômica e social da atividade.
Esses eventos também ajudam a manter viva a tradição e a transmitir o conhecimento entre gerações. Crianças que crescem em contato com cavalos aprendem valores ligados à disciplina, responsabilidade e respeito pelos animais.
Outro ponto crucial para o futuro da criação de cavalos é a nutrição. Especialistas alertam que muitos problemas de saúde nos equinos estão relacionados a dietas mal formuladas ou baseadas em informações equivocadas.
Um erro comum é oferecer alimentação pensada apenas no custo, sem considerar as reais necessidades do animal. Cavalos não são frágeis por natureza, mas sofrem quando a dieta não é equilibrada. A recomendação é sempre buscar orientação profissional e adaptar os planos alimentares à realidade de cada região.
A ciência também avança no campo da genética, da reprodução e do bem-estar animal. Tecnologias de manejo, exames laboratoriais e pesquisas em zootecnia ampliam as possibilidades para criadores que desejam profissionalizar a atividade.
A criação de cavalos movimenta uma cadeia econômica diversificada. Desde a produção de ração até os eventos esportivos, milhares de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente no setor. Estima-se que mais de 200 mil criadores atuem em todo o país, gerando empregos e renda em áreas rurais e urbanas.
Além da geração de empregos, os cavalos também têm papel fundamental em atividades ligadas ao turismo e ao lazer. Haras, fazendas e centros de treinamento recebem visitantes em busca de experiências ligadas à vida no campo, fortalecendo o turismo rural.
O futuro da equinocultura brasileira depende de três pilares principais: profissionalização, ciência e valorização da tradição. Associações do setor defendem políticas públicas de incentivo, maior capacitação técnica e difusão de boas práticas de manejo.
Mesmo diante de custos altos e incertezas econômicas, o cavalo segue sendo um símbolo de resistência cultural. Criadores reforçam que a atividade não se mede apenas em cifras, mas em emoções, vínculos e legado histórico.
A equinocultura brasileira mostra que, quando a paixão conduz, nem sempre o lucro é a maior recompensa. O verdadeiro ganho está em manter vivo o elo entre pessoas e cavalos, que acompanha a história do Brasil há séculos.
Imagem principal: Depositphotos.
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