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8 curiosidades sobre o repolho-skunk oriental: a planta que fede a carne podre, esquenta o próprio corpo e derrete a neve ao redor

Ele não é bonito. Não é perfumado. E, definitivamente, não é comum. O repolho-skunk oriental (Symplocarpus renifolius) pode passar despercebido para quem não conhece, mas guarda um conjunto de comportamentos que parecem saídos de um filme de ficção científica: libera cheiro de carne podre, gera calor próprio, atrai insetos como armadilha e ainda consegue derreter neve ao seu redor para emergir no final do inverno. Esta planta bizarra é um verdadeiro espetáculo da adaptação, e a ciência vem investigando seus mistérios há anos. A seguir, descubra 8 curiosidades reais e impressionantes sobre ela — e por que você jamais esquecerá esse nome.

Repolho-skunk oriental aquece o próprio corpo para “furar” a neve

Enquanto a maioria das plantas espera o degelo da primavera para brotar, o repolho-skunk oriental faz o oposto. Ele aumenta sua temperatura interna a até 20°C acima da do ambiente — mesmo sob neve. Isso ocorre graças a um processo conhecido como termogênese vegetal, extremamente raro entre as plantas. Esse calor gerado internamente ajuda a derreter o gelo ao redor, permitindo que a planta floresça quando ainda há neve no solo.

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Esse mecanismo energético exige alto consumo de reservas internas e acontece por poucos dias, apenas durante o florescimento. Mesmo assim, é suficiente para garantir vantagem ecológica: ele é uma das primeiras plantas a florescer no ano, quando a competição por polinizadores é quase inexistente.

O odor fétido tem um propósito estratégico

O nome “skunk” (gambá, em inglês) não é à toa. O repolho-skunk oriental exala um cheiro intenso de carne podre ou animal em decomposição. Esse odor, embora desagradável para humanos, atrai moscas e besouros necrófagos, que acreditam estar se aproximando de uma carcaça. Ao explorar a flor em busca de alimento ou local de oviposição, esses insetos acabam promovendo a polinização da planta.

Ou seja: a farsa fétida é, na verdade, uma estratégia altamente eficaz de reprodução. O perfume serve como isca, substituindo néctar ou beleza visual como forma de sedução do mundo natural.

Uma flor que parece mais um órgão interno

O formato do repolho-skunk oriental lembra um órgão do corpo humano: seu espádice escuro, envolto por uma espata roxa brilhante, se assemelha a uma massa orgânica quente e pulsante. Essa aparência, somada ao odor forte e ao calor, engana ainda mais os insetos, que acreditam ter encontrado um animal morto.

É como se a natureza tivesse criado uma simulação perfeita de carniça em forma de planta. E, ainda por cima, com aquecimento.

Cresce em regiões geladas e úmidas da Ásia

Essa planta nativa do nordeste da Ásia, especialmente Coreia do Sul, Japão e parte da China, está adaptada a ambientes pantanosos, frios e sombreados. Ela é encontrada nas margens de florestas úmidas, onde outras plantas ainda não despertaram da dormência invernal.

Seu ciclo de vida acompanha esse ecossistema: floresce no fim do inverno, cresce durante a primavera e verão, e entra em dormência total durante o outono.

Folhas só aparecem depois da floração

Ao contrário da maioria das plantas, o repolho-skunk oriental floresce antes de desenvolver folhas. Esse comportamento ajuda a planta a economizar energia em um momento crítico e garante visibilidade para os polinizadores. Só após o florescimento é que surgem as folhas largas e reniformes (em formato de rim), responsáveis pela fotossíntese e acúmulo de reservas para o próximo ciclo.

É parente distante do antúrio e do copo-de-leite

Apesar do visual incomum, o repolho-skunk oriental pertence à família Araceae, a mesma de plantas ornamentais como o antúrio, o copo-de-leite e a monstera. A estrutura floral com espádice e espata é uma marca registrada dessa família botânica, embora poucas compartilhem as habilidades térmicas e o cheiro forte da Symplocarpus.

Respeitada em tradições e alvo de pesquisas científicas

No Japão, onde é conhecido como zazenso, o repolho-skunk oriental tem significado simbólico de renascimento e é associado à chegada da primavera. Algumas regiões celebram sua floração como um evento natural, mesmo com o odor peculiar. Na ciência, a planta é estudada por sua capacidade termogênica, como modelo para entender a produção de calor em vegetais e seus mecanismos celulares.

Não tente cultivar em casa (sério)

Apesar de toda sua excentricidade, o repolho-skunk oriental não é indicado para cultivo doméstico. Ele exige condições muito específicas: solo permanentemente úmido, clima frio com neve e sombra constante. Além disso, seu odor torna o convívio impossível em ambientes urbanos ou fechados. Portanto, admire à distância — e agradeça por ele existir apenas em seu habitat natural.

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Fabiano

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