Crise à Vista? Mercado do Boi Gordo Enfrenta Desafios com Quedas Históricas na Arroba.
O mercado do boi gordo no Brasil enfrentou uma semana desafiadora, marcada por intensa pressão vendedora e desvalorizações significativas nos contratos futuros na B3. Apesar de uma leve recuperação registrada na última sexta-feira de dezembro (29/12), o cenário geral aponta incertezas para o curto prazo e preocupações sobre o futuro dos preços da arroba.
Queda nos Contratos Futuros
Os contratos futuros do boi gordo na B3 registraram perdas expressivas entre os dias 25 e 29 de dezembro de 2024, chegando ao limite de baixa em diversos vencimentos. A análise técnica apresentada pela Agrifatto indicou um padrão de reversão do movimento altista, com aumento no volume negociado e quedas acentuadas nos preços.
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Entre as mínimas e máximas da semana, destacaram-se desvalorizações como:
Dezembro/24: -14,94%
Janeiro/25: -15,95%
Fevereiro/25: -15,57%
Março/25: -13,56%
Abril/25: -11,21%
Maio/25: -13,72%
Esse movimento reflete a liquidação por parte dos vendedores, gerando deságios em relação ao mercado físico, que atingiram até -13,3% para vencimentos em maio de 2025.
Mercado Físico em São Paulo e Outras Regiões
No mercado físico, o preço médio do boi gordo em São Paulo permaneceu em R$ 355/arroba, considerando tanto animais destinados ao mercado interno quanto exportações para a China. Em outras 16 regiões monitoradas, o preço médio ficou em R$ 320,90/arroba, conforme dados da Agrifatto.
Entretanto, a expectativa para o início de 2025 é de redução da atividade nos frigoríficos, com planos de férias coletivas em várias unidades pelo Brasil. Essa medida pode pressionar ainda mais os preços nos balcões de negócios, dificultando a recuperação no mercado físico.
Recuperação Modesta nos Contratos Futuros
Após a forte queda registrada na quinta-feira (28/12), o mercado apresentou sinais de recuperação na sexta-feira. O contrato de março/25, por exemplo, teve alta de 1,75%, encerrando o dia a R$ 307,20/arroba. Apesar disso, os preços futuros ainda permanecem em patamares historicamente baixos, devolvendo os ganhos obtidos ao longo de novembro.
Perspectivas para 2025
A combinação de desvalorizações nos contratos futuros, deságios no mercado físico e a redução esperada na demanda interna coloca o mercado do boi gordo sob forte pressão no início de 2025. As incertezas quanto à manutenção dos preços e a volatilidade dos contratos futuros reforçam a necessidade de estratégias cautelosas por parte dos pecuaristas e investidores.
Com a continuidade do cenário de baixa e a possível intensificação das férias coletivas nos frigoríficos, o mercado deverá monitorar de perto as dinâmicas entre oferta e demanda, além de buscar alternativas para mitigar os impactos no curto prazo.
Conclusão
O “fantasma de baixa” que ronda o mercado do boi gordo no Brasil reflete um momento de incertezas e desafios para todos os envolvidos na cadeia produtiva. O início de 2025 será decisivo para determinar se o mercado conseguirá recuperar seu fôlego ou se continuará enfrentando quedas significativas nos preços.
Imagem principal: Depositphotos.
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