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Cepea: Indicador cotação suínos, boi, frango, farelo de soja e milho

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Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

SUÍNOS/CEPEA: Vivo e carne se valorizam; poder de compra aumenta

Os preços do suíno vivo negociado no mercado independente subiram em agosto, impulsionados pela maior demanda de frigoríficos exportadores, visto que os embarques brasileiros de carne suína in natura estiveram intensos durante o mês. Além disso, os altos custos de produção (principalmente os relacionados à alimentação) levaram produtores a reajustar positivamente os valores de venda de novos lotes de suínos prontos para abate. Neste cenário, o poder de compra de suinocultores independentes frente ao milho e ao farelo aumentou em agosto frente ao registrado em julho. Quanto à carne suína, as cotações iniciaram o mês em baixa no atacado da Grande São Paulo, mas passaram a subir na segunda semana do mês, influenciados pelas firmes demandas por suínos para abate e pela carcaça. Esse contexto aproximou as cotações da carcaça suína dos valores das principais concorrentes, as carnes bovina e de frango – visto que a primeira registrou leve desvalorização, enquanto a segunda teve alta no preço –, reduzindo sua competitividade frente à bovina, mas aumentando na comparação com a de frango.

BOI/CEPEA: Valores da arroba e da carne se estabilizam em agosto

Os preços médios do boi gordo para abate e da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo apresentaram relativa estabilidade em agosto. No caso da arroba comercializada no mercado paulista, o Indicador CEPEA/B3 registrou média de R$ 315,33 na parcial do mês (até o dia 26), ligeira queda de 1% frente à de julho. Quanto à carcaça casada do boi, foi negociada à média de R$ 20,05/kg em agosto, pequeno recuo de 0,8% em relação à do mês anterior. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar da baixa oferta de animais para abate e do ritmo intenso das exportações de carne bovina, o consumo enfraquecido da proteína no mercado nacional tem limitado novos reajustes positivos nos valores. Além de os preços da carne já operarem em elevados patamares, a renda da maior parte da população brasileira está fragilizada, devido principalmente à alta taxa de desemprego e à inflação.

FRANGO/CEPEA: Preços têm novos recordes, mas carne perde competitividade pelo 2º mês

Os preços da carne de frango continuaram renovando os recordes nominais da série histórica do Cepea em agosto. O retorno das aulas presenciais e o otimismo do mercado com a flexibilização das medidas restritivas elevaram a procura interna pelo produto, impulsionando os valores. No entanto, à medida que a carne de frango se valorizou no mercado doméstico, perdeu competitividade frente às principais substitutas: as proteínas suína e bovina. Inclusive, agosto foi o segundo mês consecutivo de perda de competitividade para a carne avícola. A firme demanda pela proteína também favoreceu as cotações do frango vivo, visto que elevou a procura de frigoríficos pelo animal. Assim, mesmo com os altos custos de produção, a valorização do vivo possibilitou aumento no poder de compra do avicultor frente aos principais insumos de alimentação consumidos na atividade: milho e farelo de soja.

FARELO DE SOJA/CEPEA: Demanda externa elevada impulsiona preços no BR

A procura internacional pelo farelo de soja brasileiro seguiu aquecida em agosto – em julho, as exportações nacionais do derivado atingiram o maior volume desde 2004. Isso porque, o baixo nível do rio Paraná, que atravessa o Brasil, o Paraguai e a Argentina, tem elevado as preocupações de agentes quanto às exportações fluviais na Argentina, visto que não há expectativa de reversão dessa situação nos curto e médio prazos. Assim, importadores de farelo de soja têm se voltado ao mercado brasileiro. Esse cenário resultou em aumento dos prêmios de exportação, que atingiram, na primeira quinzena de agosto, o maior patamar nominal desde 2014 (quando considerado o contrato Setembro negociado no mês de agosto de anos anteriores), contexto que elevou o “crush margin” no Brasil. Além disso, a oferta de grandes lotes por parte das indústrias no spot nacional também diminuiu, impulsionando o preço do derivado. No entanto, as valorizações foram limitadas pela cautela de compradores domésticos, que sinalizavam ter estoques para o médio prazo. Esses consumidores estão atentos à maior procura por óleo de soja, que tende a elevar a oferta de farelo, tendo em vista que 19% de cada tonelada de grão processado produz óleo, e 80%, farelo. Entre a média de julho e a da parcial de agosto (até o dia 26), o farelo de soja se valorizou 1,1% na média das regiões pesquisadas pelo Cepea. Entre a média de agosto/20 e a da parcial de agosto/21, as cotações deste subproduto subiram expressivos 23,8%, em termos nominais.

MILHO/CEPEA: Baixo interesse comprador limita negócios e pressiona valores

Compradores de milho seguiram afastados do mercado spot nacional em agosto, com expectativa de melhores oportunidades de aquisição nas próximas semanas. Segundo colaboradores do Cepea, esses agentes estiveram fundamentados no avanço da colheita e nos vencimentos de dívidas de custeio no fim de agosto e de setembro, que podem levar vendedores a negociar lotes a preços mais baixos, no intuito de “fazer caixa”. Além disso, esses agentes também aguardavam o recebimento de lotes negociados anteriormente, o que manteve lentas as negociações no spot nacional. Do lado vendedor, a maior parte dos produtores seguiu retraída do mercado. No fim do mês, especificamente, esses agentes estiveram mais flexíveis quanto aos preços pedidos pelo cereal, sobretudo tradings. Diante disso, os preços caíram no acumulado da parcial do mês. Entre 30 de julho e 26 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) recuou 4,28%, fechando a R$ 97,06/saca de 60 kg no dia 26. No entanto, para a média da parcial do mês, o cenário ainda foi de alta no comparativo mensal, de 1,7%, com fechamento a R$ 99,14/sc.

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Textos elaborados pela Equipe Cepea. Imagem principal: Deposit Photos.


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