suínos, boi, frango, farelo de soja e milho

Cepea: Indicador cotação suínos, boi, frango, farelo de soja e milho

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Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

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SUÍNOS/CEPEA: Com queda no preço, competitividade da carne suína aumenta

A competitividade da carne suína frente às principais concorrentes, bovina e de frango, aumentou em julho. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à baixa no preço médio da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo entre junho e julho – vale lembrar que esse movimento ocorreu mesmo com a recuperação dos valores no fim do último mês. Assim, como o preço da carne suína está mais próximo do valor da proteína avícola, a mais barata dentre as três, e mais distante do da concorrente de maior valor, a bovina, a proteína suína teve melhora na competitividade em julho.

BOI/CEPEA: Preço do boi gordo segue firme, e diferença para o valor da carne é a maior em 5 anos

Os preços do boi gordo vêm se mantendo firmes neste ano de 2021, de acordo com dados do Cepea. Com exceção de janeiro e fevereiro, o animal para abate vem sendo negociado no estado de São Paulo acima de R$ 300,00. A sustentação vem da oferta enxuta de animais prontos para abate, da maior retenção de fêmeas para produção de reposição e da aquecida demanda chinesa por carne. Pecuaristas também tentam repassar nos preços de venda do animal os elevados custos de produção, especialmente os relacionados aos animais de reposição e à alimentação, que representam a maior parte dos gastos da atividade. Quanto à carne negociada no atacado, o repasse das altas do boi gordo para a proteína acaba sendo limitado pela ainda fraca demanda doméstica. Além do elevado patamar de comercialização da carne, o atual cenário econômico tem mantido fragilizado o poder de compra da maior parte da população brasileira, que, por sua vez, acaba consumindo proteínas mais baratas. Nesse cenário, a diferença entre os valores da arroba bovina negociada no mercado paulista (Indicador CEPEA/B3, à vista) e os da carcaça casada comercializada no atacado da Grande São Paulo (também à vista) atingiu a média de 15,38 Reais na parcial de julho (até o dia 27), a maior vantagem do boi sobre a carcaça casada desde agosto de 2016, quando foi de 15,97 Reais. Esse cenário evidencia que as valorizações observadas para a arroba bovina têm superado as registradas para a carne. No acumulado da parcial deste ano (de dez/20 a jul/21), enquanto o Indicador do boi gordo apresenta forte elevação de 4,84%, atingindo R$ 318,83 na média da parcial de julho, a carcaça casada se valorizou bem menos, apenas 0,76%, a R$ 20,23/kg (R$ 303,45/@) no último mês. De junho para julho, especificamente, enquanto a média do boi gordo registrou avanço de 0,49%, a da carne recuou 1,03%.

FRANGO/CEPEA: Dos cortes ao animal vivo, preços renovam máximas nominais

As cotações dos produtos da avicultura de corte estão em alta no mercado interno, tendo operado em patamares recordes nominais em julho, de acordo com dados do Cepea. O frango vivo vem registrando valorizações consecutivas, refletindo o alto custo de produção e a boa liquidez da carne do animal. No mercado da proteína, a competitividade elevada do produto frente às principais substitutas, bovina e suína, e o repasse das valorizações do vivo mantiveram os preços da carne em alta no último mês – segundo pesquisadores do Cepea, a boa liquidez do frango no mercado doméstico tem se dado justamente pela competitividade da proteína, a mais barata das três alternativas, se favorecendo, portanto, do poder de compra reduzido da população brasileira nos últimos meses. No mercado de cortes e miúdos, as maiores valorizações foram observadas para os produtos mais voltados ao mercado interno, como filé, peito e coxa com sobrecoxa.

FARELO DE SOJA: Retração das indústrias limita desvalorização do farelo

Os preços do farelo de soja caíram na primeira quinzena de julho, influenciados pela cautela de consumidores, que têm expectativas de maior oferta no spot nacional, fundamentados na crescente demanda por óleo de soja. Vale lembrar que, para cada tonelada de soja processada, 78% geram farelo, e apenas 18%, óleo. O movimento baixista esteve atrelado também às desvalorizações dos prêmios de exportação e dos contratos externos na primeira metade do mês. Já na segunda quinzena, as cotações passaram a subir, impulsionadas pela demanda elevada e pelo aumento dos preços pedidos pelos subprodutos por parte da indústria, devido à baixa oferta da matéria-prima. A disponibilidade de farelo de soja também esteve reduzida no estado de São Paulo, segundo colaboradores do Cepea, o que levou compradores paulistas a demandar o produto dos estados de Goiás e Mato Grosso. No entanto, a valorização do farelo em julho foi limitada pela cautela de consumidores, que, mesmo atentos às compras para agosto, ainda indicavam ter algum estoque para curto prazo. Com isso, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja cederam 0,3% entre a média de junho e a da parcial de julho (até o dia 27).

MILHO/CEPEA: Com geadas e receio de menor oferta, preço volta a subir e supera os R$ 102/sc

Mesmo diante do avanço da colheita da segunda safra no Brasil, as cotações do milho voltaram a subir com força em julho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Essa reação dos preços é reflexo das geadas observadas em algumas praças no encerramento de junho e em alguns momentos durante o mês de julho, que deixaram produtores em alerta e afastados do mercado spot. Dados oficiais divulgados no último mês confirmaram as perdas causadas pelo clima adverso nesta safra 2020/21. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção da segunda safra deve recuar 10,8% frente à anterior, agora estimada em 66,9 milhões de toneladas. Além disso, segundo colaboradores do Cepea, os produtores no Brasil estão focados na colheita da segunda safra 2020/21, que segue atrasada em relação à temporada anterior em todas as regiões produtoras. Assim, agricultores priorizam as entregas dos lotes negociados antecipadamente, aguardando o avanço da colheita para contabilizar possíveis perdas de produtividade. Do lado dos consumidores, uma parte tem optado por aguardar as entregas e/ou um maior volume colhido para retornar aos negócios. No entanto, os que não têm mercadoria para curto prazo têm aceitado os patamares pedidos por vendedores. Assim, no acumulado parcial de julho (de 30/6 a 28/7), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas, SP) subiu fortes 14,37%, fechando a R$ 102,44/saca de 60 kg no dia 28.

Textos elaborados pela Equipe Cepea.


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