Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Indicador cotação suínos, boi, frango, farelo de soja e milho

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Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

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Veja também: Exportações do complexo soja devem ter aumento

SUÍNOS/CEPEA: Valorização do vivo e queda nos preços dos grãos aliviam situação do suinocultor

Depois de recuarem com certa força no fim de maio, os preços do suíno vivo registraram forte alta no mês de junho. Conforme levantamento do Cepea, o animal negociado no mercado independente se valorizou em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com aumentos em sete dias chegando a superar os 20% em algumas praças. Pesquisadores do Cepea indicam que, além das exportações aquecidas, a elevada competitividade da carne suína no atacado da Grande São Paulo frente às principais substitutas (bovina e frango) aqueceu as vendas domésticas da proteína, impulsionando a demanda de frigoríficos por novos lotes de animais. Além disso, a menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate e a consequente retração de vendedores ajudaram a impulsionar as cotações. Já os valores dos principais insumos da alimentação, milho e farelo de soja, caíram. Esse contexto diminui a pressão desse custo sobre as margens da atividade, o que trouxe certo alívio ao suinocultor.

BOI/CEPEA: Diferença entre as cotações da arroba e da carne diminui no atacado

A diferença entre os preços do boi gordo e da carcaça casada bovina foi de 9,77 Reais/@, em média, na parcial de junho (até o dia 25) – com vantagem do animal –, um pouco abaixo da registrada em maio, de 11,67 Reais/@. Trata-se também da segunda menor diferença deste ano, atrás apenas da observada em janeiro, que foi de 5,27 Reais/@. Segundo pesquisadores do Cepea, a atual redução da diferença entre os valores se deve à valorização mais intensa da carne bovina frente à registrada para o boi gordo para abate. E esse cenário é verificado mesmo com o consumo interno por carne bovina enfraquecido – e sem sinais de reação, devido ao baixo poder de compra da maior parte da população brasileira e aos elevados patamares de comercialização da proteína. Neste caso, além da recente desaceleração das vendas de carne bovina à China, a valorização do Real frente ao dólar pode estar limitando as exportações brasileiras da proteína, o que, consequentemente, dificulta avanços mais expressivos nos preços internos da commodity.

FRANGO/CEPEA: Preços do vivo e da carne sobem; relação de troca por farelo é a menor em 16 meses

As vendas domésticas e externas de carne de frango estiveram aquecidas em junho, o que reduziu estoques e elevou as cotações da proteína. Esse cenário também impulsionou os preços do frango vivo, visto que elevou a demanda de frigoríficos por animais para abate. Por outro lado, os principais insumos de alimentação consumidos na atividade, milho e farelo de soja, se desvalorizaram, favorecendo o poder de compra do avicultor paulista, que subiu pelo terceiro mês consecutivo. No caso do farelo de soja, trata-se do momento mais favorável ao avicultor em 16 meses. Com as altas registradas no setor, a carne de frango perdeu competitividade frente à suína, cujos preços também subiram em junho, mas de forma menos intensa. Já frente à proteína bovina, a competitividade da carne de frango aumentou.

FARELO DE SOJA:  Preço cai para o menor patamar em 9 meses

Os preços de farelo de soja registraram em junho os menores patamares nominais desde set/20 nas principais regiões brasileiras acompanhadas pelo Cepea. A pressão veio do encerramento da colheita de soja na Argentina (a principal exportadora global de derivados da oleaginosa), da desvalorização do dólar frente ao Real (que torna as commodities brasileiras menos atrativas aos importadores) e da expressiva desvalorização na CME Group (Bolsa de Chicago). Os valores do farelo também foram influenciados pelo enfraquecimento dos preços da matéria-prima. Apesar de a procura ter aumentado em junho, a oferta do derivado ainda se sobressaiu. Com isso, consumidores relataram facilidade nas aquisições, mas não demonstraram interesse em fazer estoques longos, na expectativa de preços ainda menores nos próximos meses, fundamentada nas condições climáticas favoráveis às lavouras de soja nos Estados Unidos. Diante disso, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços de farelo de soja caíram 6,5% entre a média de maio e a da parcial de junho (até o dia 25). Em Campinas (SP), o preço médio do derivado na parcial do mês fechou a R$ 2.377,96/tonelada, o menor, em termos nominais, desde setembro/20. O dólar, por sua vez, se desvalorizou 4,9%, no mesmo comparativo, fechando com média de R$ 5,03 na parcial de junho.

MILHO/CEPEA: Indicador recua 14% em junho

Compradores de milho estiveram afastados do mercado spot nacional na maior parte do mês de junho, à espera de melhores oportunidades de negócio à medida que a colheita avança. Esse cenário somado às recentes desvalorizações do câmbio e, consequentemente, do cereal nos portos pressionaram os valores do milho no interior do País. Do lado vendedor, os que não precisavam “fazer caixa” evitaram comercializar o cereal, na expectativa de que os preços sejam sustentados pela possível queda na produtividade das lavouras, devido ao atraso na semeadura e ao baixo volume de chuvas. Dados divulgados pela Conab no início do mês confirmam queda de 6,8% na produção da segunda safra 2020/21 de milho frente à temporada passada, agora estimada em 69,9 milhões de toneladas. Assim, no acumulado da parcial de junho (até o dia 25), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas, SP) recuou 13,8%, fechando a R$ 86,27/saca de 60 kg no dia 25.

Textos elaborados pela Equipe Cepea

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