Análises Cepea do mês de abril

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Análises Cepea do mês de abril. Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

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BOI/CEPEA: Relação de troca é a mais desfavorável da história ao terminador

Dados do Cepea mostram que a relação de troca de arrobas de boi gordo por bezerro na parcial de abril (até o dia 26) foi a mais desfavorável ao terminador de toda a série histórica. Na média do mês, o pecuarista terminador do estado de São Paulo precisou de 9,89 arrobas de boi gordo (Indicador CEPEA/B3) para comprar um animal de reposição em Mato Grosso do Sul (Indicador ESALQ/BM&FBovespa, nelore, de 8 a 12 meses), 5,73% a mais que em março e 7,2% acima do verificado em abril do ano passado. Trata-se também do maior número de arrobas necessário para a aquisição de um animal de reposição. Levantamento do Cepea indica que os preços do boi e do bezerro estão em patamares recordes e seguem em alta, mas os do animal de reposição sobem com mais intensidade que os do animal para abate. Com isso, muitos terminadores consultados pelo Cepea mostram cautela na compra de novos lotes de bezerro, mesmo diante dos elevados preços da arroba do boi gordo.

SUÍNOS/CEPEA: Depois de caírem com força em março, preços disparam em abril

Após recuarem de forma consecutiva ao longo de março, os preços do suíno vivo e da carne negociada no atacado registraram forte movimento de recuperação em abril. Segundo pesquisadores do Cepea, no caso do animal vivo, as altas foram verificadas no mercado independente de todas as regiões acompanhadas e refletiram a maior demanda por novos lotes para abate por parte da indústria. Além do aumento da procura doméstica por carne suína, favorecido pela redução das temperaturas, os embarques da proteína in natura seguiram intensos em abril, ajudando a reduzir a oferta e impulsionar as cotações. Quanto à carne, o valor reduzido da proteína favoreceu as vendas na ponta final da cadeia, permitindo que agentes reajustassem positivamente os preços no atacado. Com as recentes altas, os valores do animal vivo em algumas praças voltaram aos patamares observados em novembro de 2020 e, no caso da carne, em janeiro/21.

FRANGO/CEPEA: Exportação e boa liquidez interna elevam preços; relação de troca por milho é a pior em 10 anos

Os valores do frango vivo e da carne do animal subiram em abril, refletindo a maior liquidez no mercado interno, o que, segundo pesquisadores do Cepea, pode estar atrelado à flexibilização das medidas restritivas para conter o avanço da pandemia de covid-19 em muitas cidades. Além disso, as exportações brasileiras da proteína registraram bom desempenho durante o mês, limitando a oferta doméstica e reforçando o suporte às cotações. Colaboradores do Cepea indicam que os embarques têm sido uma ótima alternativa para driblar os momentos de instabilidade do mercado brasileiro provocados pelas restrições de abertura de bares e restaurantes. No entanto, apesar das valorizações do vivo e da carne, o poder de compra do avicultor paulista frente ao milho registrou em abril o patamar mais baixo dos últimos 10 anos. Isso porque os valores do cereal, importante insumo de alimentação da avicultura, subiram com mais força, inclusive renovando os recordes reais em muitas praças acompanhadas pelo Cepea.

FARELO DE SOJA/CEPEA: Preço sobe na 2ª quinzena, mas média mensal recua

Com a maior oferta e demanda enfraquecida no mercado doméstico, as cotações do farelo de soja recuaram na primeira quinzena de abril. Grande parte dos compradores esteve cautelosa nas aquisições do derivado, sinalizando ter estoques e na expectativa de adquirir lotes a preços mais baixos posteriormente. Isso porque, com a maior procura por óleo de soja, o processamento do grão tende a aumentar, gerando maior excedente de farelo. Além disso, muitos consumidores ainda estavam recebendo lotes comprados anteriormente, portanto sem necessidade de adquirir novos volumes. Já na segunda metade do mês, a demanda por farelo voltou a subir, enquanto as indústrias se mostravam cautelosas nas vendas do derivado, na expectativa de aumento na procura internacional pelo produto brasileiro. Esse cenário impulsionou as cotações do produto, que também foram influenciadas pela valorização da soja em grão no Brasil – vale ressaltar que, em abril, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá e CEPEA/ESALQ Paraná da soja registraram novos recordes nominais. No entanto, apesar da valorização na segunda quinzena, o preço médio do farelo em abril (até o dia 26) esteve 5,3% inferior ao de março, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea.

MILHO/CEPEA: Valores seguem renovando recordes em muitas regiões; falta de chuva preocupa

O atraso na semeadura e chuvas abaixo do esperado em importantes regiões produtoras de segunda safra mantiveram vendedores afastados das negociações em abril, visto que no atual estágio de desenvolvimento das lavouras, a falta de precipitações pode reduzir a produtividade. Compradores, por sua vez, precisam recompor estoques, o que sustentou a demanda pelo cereal durante o mês. Nesse cenário de oferta reduzida e procura firme, os preços do milho seguiram em alta em abril, renovando os recordes reais na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Entre 31 de março e 26 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou 5,9%, fechando a R$ 99,28/sc de 60 kg no dia 26, novo recorde real da série histórica do Cepea.

Textos elaborados pela Equipe Cepea. Análises Cepea do mês de abril.


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