Soybean field with rows of soya bean plants
Como controlar a mosca-branca?
Veja também: Mosca-branca: Tudo o que você precisa saber
Devido ao fato de causarem danos diretos, pela sucção da seiva, e indiretos, pela transmissão de vírus, é muito provável que você partiria direto para o controle químico, não é mesmo?
Você não está errado nesse ponto, mas é necessário considerar outras táticas de manejo, de acordo com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), até mesmo para não ter problemas futuros como resistência das pragas aos inseticidas.
Controle cultural
O controle cultural pode ser feito antes, durante e depois do cultivo.
Fazer o plantio com mudas sadias;
Uso de armadilhas para reduzir a população da praga (armadilha adesiva amarela ou uso de armadilha luminosa);
Manter a lavoura livre de plantas daninhas hospedeiras de mosca-branca;
Eliminar restos culturais para impedir o ciclo da praga;
Barreiras vivas para impedir a disseminação pelo vento;
Eliminar plantas que estejam contaminadas com vírus;
Uso de cultivares resistentes.
Controle biológico
O controle biológico da mosca-branca pode ser feito de maneira natural, em que você fornece condições para que os insetos benéficos possam permanecer na área.
O uso de inseticidas seletivos vai contribuir muito para que isso aconteça.
Você também pode fazer liberações massais de insetos produzidos em laboratório em épocas em que a população da praga estiver alta.
Existe uma variedade muito grande de inimigos naturais da mosca-branca, incluindo predadores, parasitoides e entomopatógenos.
Predadores
Na literatura, existem registros de mais de 150 espécies de artrópodes descritas como predadores de mosca-branca. Podemos citar:
Coleoptera – Espécies de joaninhas como Coleomegilla maculata e Eriopis connexa.
Hemiptera – Espécies das famílias Anthocoridae, Berytidae, Lygaeidae, Miridae, Nabidae e Reduviidae.
Neuroptera – Chrysoperla spp. e Ceraeochrysa spp.
Ácaros da família Phytoseiidae – Amblydromalus limonicus, Amblyseius herbicolus, Amblyseius largoensis, Amblyseius tamatavensis e Neoseiulus tunus.
Parasitoides
Já foram registradas mais de 500 espécies de parasitoides de mosca-branca de 23 gêneros diferentes.
São representados por seis famílias da ordem Hymenoptera, mas os principais gêneros são Encarsia e Eretmocerus da família Aphylinidae.
Entomopatógenos
Naturalmente, podem ocorrer na sua lavoura os fungos entomopatogênicos referentes às espécies de Isaria (Paecilomyces), Lecanicillium (Verticillium), Beauveria, e Aschersonia.
A espécie Beauveria bassiana tem como produto registrado Boveril WP PL63 (Koppert Biological Systems) para controle de mosca-branca em todas as culturas.
Controle químico
O controle químico com uso de inseticidas registrados deve ser realizado levando em conta a rotação de inseticidas com modo de ação distintos.
Alguns produtos, devido ao uso contínuo para controle dessa praga, perderam a eficiência devido ao desenvolvimento da resistência. Fique bastante atento!
A seguir, alguns ingredientes ativos registrados para controle da mosca-branca que você pode usar para rotacionar o modo de ação:
Piretroide
Bifentrina – Seizer 100 EC
Tiadiazinona
Buprofezin – Applaud 250 WP
Diamida
Ciantraniliprole – Benevia 100 OD
Neonicotinoide
Acetamiprido – Mospilan 200 SP
Cetoenol
Espiromesifeno – Oberon 240 SC
Sempre verifique se o produto tem registro para a cultura em que você queira controlar a mosca-branca.
Conclusão
A mosca-branca Bemisia tabaci é uma praga tem causado infestações cada vez mais frequentes em diversas culturas de interesse econômico.
Além de causar danos diretos, também é vetor de vírus causadores de doenças.
Quando houver sua presença em culturas em que transmite vírus, deve ser controlada.
O uso de diversas táticas para o controle da mosca-branca é importante como forma de integração e para evitar resistência à inseticidas.
Referências
Martin, J.H., Mound, L.A., 2007. An Annotated Check List of the World’s Whiteflies (Insecta: Hemiptera: Aleyrodidae). Zootaxa 1492. Magnolia Press, Aukland, New Zealand.
Gerling, D., 1990. Whiteflies: Their Bionomics, Pest Status, and Management. Intercept, Andover, Hants, UK.
Perring TM, Stansly PA, Liu TX, et al (2018) Whiteflies: Biology, Ecology, and Management. In: Sustainable Management of Arthropod Pests of Tomato. pp 73–110
Fonte: Thaís Fagundes Matioli / blog.aegro.com.br
Imagem principal: Depositphotos/Fotokostic(Dusan Kostic).
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