Pecuária e Emissões de GEE: Desvendando Mitos com Fatos

A pecuária é muitas vezes citada como uma grande vilã nas discussões sobre mudanças climáticas, mas será que isso é verdade? Vamos explorar, com dados da Embrapa e de estudos científicos, dez mitos comuns sobre a pecuária e suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), e como práticas modernas podem ajudar a reduzir essas emissões.

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Resumo para quem quer ler rápido: A Verdade Sobre as Emissões da pecuária.
A pecuária emite menos GEE que o setor de transporte. Suplementos alimentares e tecnologias reduzem o metano entérico, enquanto pastagens bem geridas sequestram carbono. Este artigo derruba mitos sobre o impacto da pecuária no meio ambiente com base em estudos confiáveis.

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  2. Coletar e organizar dados para melhorar a eficiência e competitividade da cadeia produtiva.

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A Verdade Sobre as Emissões da pecuária. Dez Mitos Sobre Pecuária e Emissões de GEE: Fatos Comprovados

1. A pecuária emite mais GEE que o transporte?
Não é bem assim. A Universidade de Oxford (2016) mostrou que a pecuária contribui com 5,8 kg de GEE a cada 100 kg emitidos no mundo, enquanto o setor de transporte emite 16,2 kg. Esse dado desmente relatórios antigos, que exageravam o impacto da pecuária.

2. Suplementação alimentar pode reduzir as emissões?
Sim! Ao usar proteinados, o tempo de abate é reduzido em até um ano, o que diminui as emissões por kg de carne. Além disso, essa prática é econômica, com um retorno de 3 para 1 no custo-benefício.

3. Podemos reduzir o metano sem diminuir o rebanho?
Sim, com tecnologias como o aditivo Bovaer, que corta até 30% das emissões de metano, sem precisar reduzir o número de animais.

4. Qual é a melhor maneira de medir as emissões?
Medir as emissões por kg de carne produzida é uma forma mais justa de avaliar o impacto ambiental, pois mostra a eficiência do sistema produtivo.

5. Pecuária intensiva aumenta ou diminui as emissões?
Aumentar a produção por área pode elevar as emissões por quilograma de forragem consumida, mas com manejo adequado e boa nutrição, é possível equilibrar isso.

6. Pastagens sequestram carbono?
Sim, pastagens bem cuidadas podem sequestrar carbono, ajudando a combater o aquecimento global. Mas essa realidade varia e nem todas as áreas têm o mesmo potencial.

7. Medir carbono no solo é confiável?
A medição é complexa e pode variar, especialmente quando se trata de analisar as frações mais resistentes do carbono no solo. Ainda há muito debate sobre a melhor forma de fazer isso.

8. O metano entérico piora o aquecimento global?
Aqui está o ponto chave: o metano, embora seja um gás potente, tem um ciclo de vida curto, durando cerca de 10 a 12 anos na atmosfera. Isso significa que ele se degrada rapidamente, ao contrário do CO2, que pode permanecer por séculos. Portanto, culpar o metano de forma desproporcional não é justo. Esse é o princípio por trás do GWP*, uma métrica mais precisa que leva em conta a vida curta do metano, oferecendo uma visão mais justa do seu impacto.

9. GWP é uma boa métrica para medir o impacto do metano?
O GWP100, utilizado atualmente, pode não refletir adequadamente o impacto do metano, dado o seu curto ciclo de vida na atmosfera. O GWP* é uma alternativa mais representativa, principalmente quando se trata de medir o efeito do metano na pecuária.

10. A pecuária pode reduzir as emissões de metano?
Sim! Estudos mostram que, usando o GWP*, o impacto do metano da agropecuária pode cair em até 33% em comparação ao GWP100. Isso prova que reduzir o metano é uma estratégia eficaz para diminuir os GEE.

Conclusão do artigo: A Verdade Sobre as Emissões da pecuária. A Pecuária Pode é Sustentável

Quando bem gerida, a pecuária pode ajudar na redução das emissões de GEE. Soluções como reduzir o consumo de carne não são tão eficazes quanto investir em práticas de manejo mais eficientes. O futuro da pecuária está nas mãos da ciência e da inovação. É possível continuar a produzir alimentos de qualidade e, ao mesmo tempo, contribuir para um planeta mais sustentável.

Fontes: Embrapa, CCAFS, Universidade de Oxford (2016), entre outras.

Imagem: Depositphotos

Equipe Agron

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