Categories: AgriculturaEconomia

É possível salvar o bolso do agro que sofre com a estiagem?

A estiagem no sul do Brasil vem atingindo níveis catastróficos.

Veja também: Crescimento do agronegócio em 2023 em três pontos

Publicidade

Facebook Portal Agron; aqui você encontra todas as nossas matérias em um só lugar

Mais de 40 cidades gaúchas já registraram emergência e milhares de produtores e empreendimentos do agronegócio acumulam milhões em prejuízos. Como uma reação em cadeia, as perdas provocadas pela falta de chuvas na região têm impacto direto na economia, afetando o equilíbrio entre oferta e demanda e gerando aumento de preços em diversos produtos.

Infelizmente, há pouco que se possa fazer em relação à escassez pluvial, pois, nos últimos meses, o fenômeno natural La Niña tem impactado diretamente o volume da água. Contudo, existem formas de atenuar os prejuízos financeiros, mas diversos negócios rurais ainda não valorizam a importância de uma gestão integrada de propriedade para se proteger de eventos como os atuais.

Muitos empreendedores desconhecem as opções de contratos agrários à disposição. Tratando especificamente da estiagem histórica vivida atualmente, quem optou pelo contrato de arrendamento rural arcará com todos os prejuízos da exploração da terra e somente poderá renegociar algo quando houver interesse de outra parte. Em contrapartida, quem optou pelo contrato de parceria rural, isto é, cedeu parte do uso da terra para um parceiro explorar, dividirá os prejuízos na proporção alinhada em contrato.

Evidentemente, cada empreendimento tem as suas particularidades. Assim, a escolha por um modelo ou outro de acordo depende da visão de negócio do proprietário, do tipo de terreno em questão, das oportunidades e condições negociadas, do escopo da parceria (agrícola, pecuária, mista etc.), entre outros aspectos.

Precisamos entender que o contrato de uso de terra é apenas um aspecto dessa conjuntura, mas a lição que todos os empresários do ramo precisam levar de momentos críticos como este é a importância do mapeamento e da avaliação de riscos existentes no setor rural. Essa medida acaba passando batida no gerenciamento de muitos negócios dessa natureza e tem impacto direto no bolso dos empresários e na sustentabilidade das operações.

Fomos instigados a reconhecer que o agro é pop, mas cada vez mais ele precisa ser estruturado de ponta a ponta. Em atividades de risco como esta, o planejamento é fundamental em toda jornada, seja na escolha do contrato de uso da terra, no gerenciamento financeiro, nas negociações e, sobretudo, nas decisões que envolvem a produção e a consequente rentabilidade do negócio.

Fonte: Notícias Agrícolas / Por: Luis Felipe Canto Barros. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

Published by
Douglas Carreson

Recent Posts

Exportação de carne bovina: Brasil busca rever cotas

A exportação de carne bovina do Brasil ganha força com a explosão do consumo chinês…

13 horas ago

Produção vitalícia: Como estas vacas do PR desafiaram a biologia e bateram recordes

Descubra como vacas do Paraná atingiram quase 200 mil kg de leite. Entenda o impacto…

14 horas ago

Etanol de milho: Proibição de biomassa eleva custos em MT

Mato Grosso proíbe biomassa em usinas de etanol de milho oriunda de vegetação nativa. Entenda…

15 horas ago

Carne bovina importada nos EUA: Brasil dispara e bate recorde

A demanda por carne bovina importada nos EUA disparou no primeiro quadrimestre de 2026. Veja…

15 horas ago

Preço do milho: O fator invisível que dita os valores hoje

O preço do milho opera com disparidade brutal entre os estados brasileiros. Descubra quais fatores…

16 horas ago

Preço da soja saca de 60 kg: Ranking das praças que mais pagam

O preço da soja saca de 60 kg apresenta variações brutais entre os portos e…

16 horas ago

This website uses cookies.