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Diagnóstico sobre uso de tecnologias pelos pecuaristas

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Pesquisa apresenta diagnóstico sobre uso de tecnologias pelos pecuaristas de Mato Grosso.

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Estudo elaborado pelo Imea foi realizado com 409 produtores de todas regiões do estado.

Tecnologia como ferramenta de negócio. Essa foi uma das análises extraídas da pesquisa inédita que levantou o Perfil do Pecuarista Mato-grossense na Era Digital. O estudo foi elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), e divulgado na quarta-feira (15).

A pesquisa ouviu 409 pecuaristas de 93 dos 141 municípios de Mato Grosso. Juntos, os pecuaristas participantes representam 356 mil cabeças de gado, 1,09% do rebanho total do estado. A faixa etária média dos pecuaristas que responderam à pesquisa está entre 46 e 65 anos, 45% com ensino superior.

Segundo a coordenadora do projeto, Vanessa Gasch, a tecnologia vai auxiliar o pecuarista a se manter competitivo no mercado. “O maior desafio do pecuarista é aumentar a produtividade em uma menor área. Essa necessidade influencia nesse movimento de adoção de novas tecnologias”, afirma.

O estudo revelou que 87% consideram que a tecnologia auxilia na engorda do animal, sendo o melhoramento genético e balanças eletrônicas, as principais ferramentas de auxílio. Além disso, 82% utilizam smartphones para realizar comercialização de bovinos e 19% fazem uso de algum aplicativo ou software na propriedade.

De acordo com o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, esses são alguns dos sinais sobre essa mudança de mentalidade do pecuarista mato-grossense. “É uma quebra de paradigma. O pecuarista está nesse movimento para o uso de ferramentas tecnológicas que podem ser de gestão da propriedade, investimentos em manejo e pastagem, implantação de IATF, entre outros”.

Conectividade – O estudo também trouxe dados em relação à conexão de internet na zona rural e apontou uma disparidade entre as regiões mato-grossenses. Enquanto no médio-norte, 86% dos pecuaristas revelaram que possuem algum tipo de conexão, na região norte, esse número cai para 55%.

Na média estadual, 71% possuem internet, a maioria apenas na sede da propriedade e via conexão de rádio (64%). Apenas 10% é via 4G. “Estamos falando de um estado gigante e quando olhamos para a zona rural ainda está aquém do que esperamos. Com a possibilidade da conexão 5G, esse quadro pode ser alterado, mas ainda é um grande desafio”, destaca Gauer.

O levantamento de dados foi feito entre os meses de setembro e outubro de 2021 e traz também os impactos da pandemia de Covid-19. As restrições impostas pelas medidas sanitárias aumentaram o uso do whatsapp e do telefone, de 65% para 78% e de 60% para 73% respectivamente. Inclusive, 78% utilizam Whatsapp para saber ou comprar novas tecnologias.

Os Dias de Campo e as feiras que deixaram de acontecer presencialmente por conta das restrições, foram substituídas como fontes de informação pelas redes sociais Instagram e Facebook, que atualmente ocupam o terceiro e o quarto lugar como principais canais de comunicação.

Estrutura da propriedade e do gado – O estudo apontou que 8% das propriedades não possui curral e 40% não têm balança nem bebedouro. Mais de 58% das propriedades são menores ou iguais a 500 hectares e 52% delas possuem rebanho entre 151 e 1.000 cabeças de gado.

Mato Grosso possui todos os tipos de sistemas produtivos que demonstram a heterogeneidade da pecuária no estado, sendo o mais realizado o de recria e engorda. Um fator preocupante é em relação a forma de identificação dos animais. Enquanto 6% usam chips eletrônicos, 18% dos pecuaristas não utilizam nenhum controle de manejo bovino. “A falta de controle é um ponto de atenção que pode impactar na gestão da propriedade”, destaca Gauer.

Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.

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