Campinas (SP), fevereiro de 1983. Local e data da primeira “aparição” do bicudo em plantação de algodão no país, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Essa espécie de besouro – cujo nome científico é Anthonomus grandis – tem causado sérios prejuízos a agricultores de todos os polos produtivos do país, desde sua disseminação, acentuada especialmente na década de 1990. “O bicudo é a principal causa do apodrecimento das maçãs do algodoeiro”, comenta Hudslon Heinz, gerente de go-to-market (GTM) e field force effectiveness (FFE) da ORÍGEO.
Levantamento recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que 100% da área cultivada de algodão já está na fase de formação de maçãs, dentro das quais amadurecem as fibras. “Nesse período, é preciso ficar atento ao manejo do bicudo, manejo fundamental para manter a qualidade das fibras, a alta produtividade e a rentabilidade do cultivo”, comenta o especialista da ORÍGEO, joint venture de Bunge e UPL que fornece soluções sustentáveis e técnicas de gestão de ponta a ponta para grandes agricultores do MATOPIBAPA, Rondônia e Mato Grosso.
O bicudo causa a queda dos botões florais e a destruição das maçãs do algodão. Se não controlado corretamente pode representar perdas de até 75% da produção de fibras, conforme a Embrapa. Considerando o Valor Bruto da Produção do algodão de março/2024 (R$ 31,5 bilhões) – o prejuízo potencial da praga aos agricultores poderia superar R$ 23,5 bilhões. “Seria uma catástrofe, com impacto não somente sobre os produtores, mas para toda a indústria de derivados do algodão, ocasionando explosiva em elevação de preços. O risco do bicudo é realmente imenso e seu correto manejo tem de estar na lista de prioridades”, diz Heinz.
Há 30 anos, a incidência do Anthonomus grandis transformou o Brasil de grande exportador a importador de algodão. As maçãs do algodão eram perfuradas à exaustão pelo besouro, que não só se alimenta delas, mas as utiliza para depositar aproximadamente 300 ovos durante o ciclo de vida. Com a evolução do manejo fitossanitário, de 2013 para 2023 as exportações brasileiras praticamente triplicaram, superando 1,6 milhão de toneladas – de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
“Em termos agronômicos, ingredientes ativos como o acetamiprido e a bifentrina, por exemplo, representam uma combinação eficaz contra o bicudo-do-algodoeiro. Solução como Sperto, desenvolvido pela UPL proporcionam choque no inseto e apresenta amplo espectro de ação contra a pragas, controlando ainda a mosca-branca (Bemisia tabaci raça B) e o pulgão-do- algodoeiro (Aphis gossypii). Testes realizados a campo e relatos de agricultores que controlaram o bicudo com essa solução demonstram que essa combinação de moléculas com uma formulação de alta tecnologia como Sperto, são uma excelente ferramenta de manejo na busca por espectro de controle e rotação de mecanismos de ação”, finaliza o Heinz da ORÍGEO.
Sobre a ORÍGEO
Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com.
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